I am not

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

sem vergonha nenhuma

Um dia, quando eu tinha para aí uns 17 ou 18 anos, o meu amigo e primeiro mestre em arqueologia, Eduardo da Cunha Serrão, disse-me: "você tem qualquer coisa de genial".
Bolas, pensei para os meus botões, será verdade ?! A maior parte das pessoas só dizem mal de mim ou me criticam, apesar de todos reconhecerem que sou bom aluno...
Se for o que ele diz tenho que o provar.
E cá continuo na prova... pela noite da minha vida dentro.





Não tenho vergonha nenhuma de contar isto, que até mesmo que fosse mentira, teve muita importância na minha vida. Uma pessoa precisa de que acreditem nele, de que o estimulem. E anda para aí tanta pouca-vergonha!
Não é vergonha nenhuma uma pessoa ter o seu narcisismo, desde que devidamente controlado! Ah meu, estou com 61 anos e sinto-me jovem, pela noite dentro! Obrigado, Serrão!



4 comentários:

Dionisios disse...

sim. gostei da recordação.

Patrícia disse...

É muito importante saber que acreditam em nós,que o que fazemos não é em vão,que o nosso esforço por vezes ou apenas que seja uma só,foi elogiado.
Ainda sou jovem,temo desapontar(mesmo muito),aos outros mas também a mim de certo modo.Gosto de "me sair bem"(o que obviamente ,quando não acontece,corre mesmo tudo muuuiito mal).Gosto deste blog,é "especial?"

Vitor Oliveira Jorge disse...

Patrícia, a minha experiência diz-me o seguinte: se se consegue fazer alguma coisa de jeito, a partir de determinada altura há ortas que se abrem, mas também (e sobretudo) outras que se fecham estrondosamente. O regime da inveja está muito espalhado. Mas é claro que há que gerir psiquicamente e praticamente as várias oportunidades e obstáculos que se nos vão colocando.
Apareça sempre no blogue e não só!

Vitor Oliveira Jorge disse...

Queria dizer "portas", claro.