A TerraFirme tem o prazer de anunciar que está a promover o curso "Pensamento Crítico Contemporâneo: alguns representantes", que será ministrado pelo Professor Doutor Vítor Oliveira Jorge (actualmente aposentado da docência na Faculdade de Letras da Universidade do Porto).
O mesmo irá realizar-se entre 21 de Outubro e 9 de Dezembro de 2011, na Livraria LerDevagar, localizada na LxFactory, Lisboa.
O curso será composto por 8 sessões, todas as Sextas-feiras entre as datas referenciadas e serão abordados os seguintes autores:
1.1. | Psicanálise: Jacques Lacan |
1.2. | Pós-estruturalismo: Michel Foucault |
1.3. | Pós-estruturalismo: Jacques Derrida |
1.4. | Feminismo: Judith Butler |
1.5. | Pós-marxismo: Giorgio Agamben |
1.6. | Lacan com Hegel: Slavoj Zizek |
1.7. | Pós-modernidade: Jean Baudrillard |
1.8. | Pós-modernidade: Jean-François Lyotard |
Poderão optar pela participação na totalidade das 8 sessões, obtendo um desconto acentuado relativamente à outra modalidade, ou seja, a participação em sessões avulso.
Apraz-nos referir que a Livraria LerDevagar, localizada na LxFactory, Lisboa é um espaço de eleição no que respeita à cultura, conhecimento e variedade no que respeita aos autores e respectivas obras, sendo igualmente um novo parceiro da TerraFirme.
Deixamos aqui, desde já, a morada das instalações:
Motivações de um curso que começa na próxima semana - ainda vai muito a tempo de se inscrever - até ao último minuto...e até depois!
Por que é que sem Jacques Lacan se não entende Freud? E por que é que o primeiro deles disse que a relação sexual não existe? Ou que o inconsciente funciona como uma linguagem?
Por que é que se continua a fazer história das ideias, das mentalidades, das ciências e de tantas outras coisas apesar do que deixou dito e escrito Michel Foucault? O que é a arqueologia do saber?
Por que é que muitos não percebem que Jacques Derrida teve de desconstruir para nos abrir um modo novo, complexo e fluido, de reconstruir, de estar na vida e de pensar?
Por que é que a questão do género tem tanto a ver com a performatividade? Não só não se nasce mulher, como se é performativamente constituído(a) como tal: a mulher e o homem são um conjunto de actos que constantemente os confirmam enquanto tais... mas por que razão nunca se traduziu em Portugal a obra de Judith Butler?
A democracia grega já continha em si o gérmen da sua própria contradição... e... por que é que o poder necessita tanto da glória? Sem ler Giorgio Agamben não se entende nada do que passa na nossa contemporaneidade, e de como isso radica, em última análise, na teologia cristã tardo-antiga e alto-medieval...
Lenine é ainda importante? Pode pensar-se uma sociedade pós-capitalista, ou esta última ocupa todo o nosso horizonte como modelo? Por que é que Slavoj Zizek nos ajuda tão bem a entender Lacan, e com ele, por exemplo, cineastas como David Lynch?
O que fez Jean Baudrillard levar às suas últimas instâncias a indistinção entre o real e o virtual na nossa época? E Jean-François Lyotard, por que se interessou ele pelo sublime, na esteira de Burke e de Kant? Como podemos pensar agora todos estes autores, e tantos outros, como Deleuze ou Benjamin, ou Badiou, ou Rancière, não por uma motivação erudita, mas tudo ao contrário, por uma preocupação de entender criticamente, distanciadamente, para lá do ruído dos media e da banalidade (e portanto futilidade, inoperância, impotência) das explicações espontâneas e do mais-do-mesmo dos opinion makers?
Em suma, por que estamos numa crise muito profunda que ultrapassa a chamada economia e os estados, e tem a ver com uma das maiores mudanças nas relações sociais jamais vivida, e muito provavelmente com o esgotamento de um modelo capitalista que começou apenas há uns séculos, não é eterno nem sagrado? Como podemos inventar uma nova sociedade, um novo sentido de comunidade, de felicidade e de esperança?
O Curso de Pensamento Crítico Contemporâneo que começa na FLUP no dia 4 de Abril e do Museu de Cerâmica de Sacavém junto a Lisboa (e muito acessível a partir de Lisboa, nas imediações da Gare do Oriente) trata disto e de muito mais.... Em 2010, num curso semelhante, cheguei a sair da Faculdade à 1 h. da manhã tal o entusiasmo que o curso despertou. Inscreva-se. É um investimento que compensa.
Se vive no Porto e arredores:
Junto do Sector de Formação Contínua da FLUP: Dra Marta Craveiro – contactos: Serviço de Gestão Académica - Sector de Formação Contínua
O processo de inscrição decorre via web no site dos Serviços de Informática da FLUP no endereço http://www.letras.up.pt/gi na opção Candidaturas
No processo de inscrição pode optar pelo pagamento com cartão de crédito (on-line) ou enviar cheque por correio ou, em alternativa, proceder ao pagamento na Tesouraria no piso 1 da FLUP (horário contínuo - 10h/16h).
Informação: A realização do curso depende de um nº mínimo de 12 formandos inscritos e a inscrição só é considerada válida após o respectivo pagamento.
Contactos:
Serviço de Gestão Académica - Sector de Formação Contínua
Objectivos, Competências e Resultados de aprendizagem
Introduzir os formandos no “pensamento crítico contemporâneo” (com tudo o que esta designação tem de convencional), através de alguns dos seus nomes mais significativos. Estes pensadores são incontornáveis no sentido de se perceber o mundo em que vivemos. Em cada uma das oito sessões será abordado um autor, através de uma síntese do seu pensamento e da análise de um texto.
Programa
Apesar do carácter também convencional desta arrumação por “escolas de pensamento”, eis os autores a abordar:
1 – Estruturalismo: Jacques Lacan
2 – Pós-estruturalismo: Michel Foucault
3 – Pós-estruturalismo: Jacques Derrida
4 – Feminismo (2ª geração): Judith Butler
5 – Pós-marxismo: Giorgio Agamben
6 – Pós-marxismo: Slavoj Zizek
7 – Pós-modernidade : Jean Baudrillard
8 – Pós-modernidade: Jean-François Lyotard
Métodos de Ensino
As sessões serão activas, articulando a componente expositiva, a análise de textos a distribuir, e o debate com os formandos, possibilitando uma interacção entre formador e formandos.
Modo de Avaliação
Intervenção nas sessões, e breve relatório final
Cálculo da Classificação Final
Os formandos serão avaliados durante as etapas de ensino-aprendizagem (avaliação contínua, a que corresponde 25 % da classificação final) e por intermédio de um relatório final (a que corresponde 75% da classificação final).
A classificação será dada numa escala de 0 a 20 valores.
Observações
Dois manuais (mesmo muito) básicos, isto é, para quem não esteja minimamente dentro destes temas; será indicada bibliografia para cada autor abordado:
-Lechte, John (2008), Fifty Key Contemporary Thinkers. From Structuralism to Post-humanism, London, Routledge.
-Macey, David (2000), Dictionary of Critical Theory, London, Penguin.