Giorgio Agamben, Stanze. Parole et fantasme dans la culture occidentale, Paris, Bourgois, 1981, p. 9.
Transferência "(...) A PSICANÁLISE INVENTOU DE FACTO UMA NOVA FORMA DE AMOR CHAMADA TRANSFERÊNCIA." JACQUES-ALAIN MILLER (Lacan Dot Com)
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
procura crítica
Giorgio Agamben, Stanze. Parole et fantasme dans la culture occidentale, Paris, Bourgois, 1981, p. 9.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
o fragmento

" a sua leitura é uma arqueologia: leitura de vestígios, intuição de marcas deixadas no seu corpo, mas que remetem para instâncias exteriores a ele. O vestígio, lembra Quignard, tem a mesma etimologia de "investigação". A investigação do leitor de fragmentos orienta-se no mesmo sentido do perdido, de uma origem (que em Novalis, paradoxalmente, está no futuro). O leitor de fragmentos, leitor por excelência melancólico e de olhar alegórico, é, numa bela expressão, quase intraduzível, de Pascal Quignard, frappé d'origine (tocado pelo sopro das origens?). Como aquele que os escreve, sente-se atraído pelos começos, e tende a multiplicá-los, adiando sine linea a conclusão."
João Barrento,
"O Género Intranquilo. Anatomia do Ensaio e do Fragmento", Lisboa, Assírio & Alvim, 2010, p. 77
terça-feira, 9 de março de 2010
Neoliberalismo (citação)

O neoliberalismo como forma de racionalidade
(primeiras palavras da Introdução ao livro “La Nouvelle Raison du Monde. Essai sur la Société Néolibérale”, de Pierre Dardot e Christian Laval, Paris, La Découverte, 2009, pp. 5 e 6)
“O neoliberalismo não acabou. Apesar do que muitos pensam, ele não é uma ideologia passageira que vai desaparecer com a crise financeira; não é somente uma política económica caracterizada por dar um lugar preponderante ao comércio e à finança. Trata-se de outra coisa, trata-se de bem mais do que isso: da maneira como vivemos, como sentimos, como pensamos. O que está em jogo não é mais nem menos do que a forma da nossa existência, quer dizer da maneira como somos pressionados a comportar-nos, a nos relacionarmos com os outros e connosco próprios. Com efeito, o neoliberalismo define uma certa norma de vida nas sociedades ocidentais e, bastante para além delas, em todas as sociedades que as seguem no caminho da “modernidade”. Esta norma apela a que cada um viva num universo de competição generalizada, apressa as populações a entrar em luta económica umas contra as outras, ordena as relações sociais pelo modelo do mercado, transforma mesmo o indivíduo, de agora em diante levado a conceber-se como uma empresa. Desde há cerca de um terço de século, esta forma de existência preside às políticas públicas, comanda as relações económicas mundiais, transforma a sociedade, remodela a subjectividade. As circunstâncias deste sucesso normativo foram descritas muitas vezes. Tanto no aspecto político (conquista do poder pelas forças neoliberais), como no aspecto económico (o desenvolvimento do capitalismo financeiro mundializado), como no aspecto social (individualização das relações sociais em detrimento das solidariedades colectivas, polarização extrema entre ricos e pobres), como ainda no seu aspecto subjectivo (aparecimento de um novo sujeito, desenvolvimento de novas patologias psíquicas). Essas são as dimensões complementares da nova razão do mundo. Por tal devemos entender que esta razão é global, nos dois sentidos que este termo pode revestir: ela é “mundial” no sentido em que é válida desde logo à escala do mundo, e, além disso, longe de se limitar à esfera económica, ela tende a totalizar, quer dizer, a “fazer mundo”, pelo seu poder de integração de todas as dimensões da existência humana. Razão do mundo, ela é ao mesmo tempo uma “razão-mundo”.
O neoliberalismo é assim a razão hoje dominante. Não empregamos aqui o termo como um eufemismo para evitar pronunciar a palavra “capitalismo”. O neoliberalismo é a razão do capitalismo contemporâneo, de um capitalismo que se desembaraçou das suas referencias arcaizantes e se assume plenamente como construção histórica e como norma geral da vida. O neoliberalismo pode definir-se como o conjunto dos discursos, das práticas, dos dispositivos que determinam um novo modo de governo dos homens segundo o princípio universal da concorrência.”
(trad. VOJ)
domingo, 13 de dezembro de 2009
Livro sublime de Agamben, de cuja escrita nunca sai nada que não nos exalte!
domingo, 29 de novembro de 2009
identidade e negação versus diferença e repetição
sábado, 31 de outubro de 2009
diferença e repetição

- Poche: 224 pages
- Editeur : Paris, Presses Universitaires de France - PUF (2003)
- Collection : Quadrige Grands textes
- Langue : Français
- ISBN-10: 2130539521
- ISBN-13: 978-2130539520
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Crise extraordinária dos saberes
Bernard Stiegler
La Technique et le Temps. 3. Le Temps du Cinéma et la Question du Mal-être, Paris, Galilée, 2001, p. 225.
(tradução minha - é PRECISO ler o livro todo - é riquíssimo)
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
herança de um "passado puro"
Bernard Stiegler
La Technique et le Temps.3. Le Temps du Cinéma et la Question du Mal-être
Paris, Galilée, 2001, p. 164
terça-feira, 20 de outubro de 2009
começar a pensar
Bernard Stiegler
La Technique et le Temps.3. Le Temps du Cinéma et La Question du Mal-être,
Paris, Galilée, 2001, p. 137
sábado, 17 de outubro de 2009
Pluralidade e unidade
"Todas as técnicas éticas deixam o sujeito moral insatisfeito, porque ignoram a sua unidade; o sujeito não pode contentar-se com uma vida que seria uma sequência, mesmo que ininterrupta, de instantes felizes; uma vida perfeitamente conseguida [réussie] elemento por elemento não é ainda uma vida moral; falta-lhe ainda o que faz dela a vida de um sujeito, a unidade.
"Mas ao inverso, o pensamento religioso,fundamento da obrigação, cria no pensamento ético uma procura de justificação incondicional,que faz com que qualquer acto e qualquer sujeito apareça como inferior à unidade real; reportados a uma totalidade que se dilata até ao infinito, o acto e o sujeito moral apenas têm significado na sua relação com essa totalidade; a comunicação entre a totalidade e o sujeito é precária, porque o sujeito é constantemente transportado à dimensão da sua própria unidade, que não é a da totalidade; o sujeito ético é descentrado pela exigência religiosa."
Gilbert Simondon
"Du Mode D' Existence des Objets Techniques", Paris, Aubier, 3ª ed., 1989, pp. 177-178.
(Trad. minha)
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Foto acima: Mosteiro do Escorial, Espanha, biblioteca
Foto voj out. 2009
A glória e independência do interior (como aliás da fachada - não há correspondência entre as duas), típica do espírito barroco, que se encontra tamnbém na ideia da mónada de Leibniz: v. Gilles Deleuze, "Le Pli. Leibniz et le Baroque", Paris, Les Éditions de Minuit, 1988 - um livro fundamental.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
desertos: energia!
Fonte: Newsletter GPPQ - Outubro 2009
Contacto: Newsletter newsletter@mailling.gppq.mctes.pt
domingo, 27 de setembro de 2009
ser "criativo"... segundo Bernard Stiegler
"Pour Une Nouvelle Critique de l' Économie Politique", Paris, Galilée, 2009, p. 67
OBRA A TRADUZIR URGENTEMENTE !!!!!!!!!!!!!
(esta citação é tradução minha)
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Bernard Stiegler: precisão e clareza de pensamento!
p. 34 (tradução minha):
"(...) a singularidade da técnica de registo cinematográfico resulta de uma conjugação de duas coincidências:
- por um lado, a coincidência fotofonográfica entre passado e realidade - "há uma dupla posição conjunta: de realidade e de passado". que induz este "efeito de real", quer dizer, de crença, em que o espectacular é instalado a priori pela própria técnica;
- por outro, a coincidência entre fluxo do filme e fluxo da consciência do espectador deste mesmo filme, que, pelo jogo criado entre poses fotográficas, ligadas entre si pelo fluxo fonográfico, despoleta o mecanismo de adopção completa do tempo do filme pelo tempo da consciência do espectador, a qual, sendo ela própria um fluxo, é captada e "canalizada" pelo fluxo das imagens. Este movimento, investido pelo desejo de histórias que habita todo e qualquer espectador, liberta os movimentos de consciência típicos da emoção
cinamatográfica. "
Brilhante!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Prece do sufismo islâmico (versão mística que, confesso, me atrai)
A "religião anónima do ateísmo"
sábado, 15 de agosto de 2009
Um "cheirinho" de Zizek, que alguns teimam em ignorar como grande pensador que é... lá chegarão!
"Ao contrário dos verdadeiros fundamentalistas, os terroristas pseudo-fundamentalistas sentem-se profundamente preocupados, intrigados, fascinados, pela vida pecaminosa dos não-crentes. Sentimos que, ao combaterem o pecaminoso Outro, combatem a sua própria tentação."
in "Viloência", Lisboa, Relógio d' Água, 2009, p. 80.
Claro que a citação acima só faz sentido se integrada na leitura de todo o livro, que recomendo vivamente, tal como por exemplo "O Sujeito Incómodo", saído também este ano em português aquando da feira do livro, pela mesma editora, a qual tem prestado ao país um serviço cultural digno de distinção!
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Como contraponto a coisas que tenho postado aqui de André Gorz e de Yann Boutang

sábado, 13 de junho de 2009
representação



