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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Beidha, Petra


















Uma estrutura de planta rectangular, considerada mais tardia do que as circulares.








A importância da "terra" em toda esta ruína... que apetece reescavar...







Mais um embasamento pétreo a descoberto.






Susana numa entrada de uma estrutura circular.






Embasamentos/estruturas de pedra, todas embutidas em terra.






Vale bordejando um dos lados do sítio, onde deve haver uma estrutura de talude digna de escavação sistemática.





Estrutura circular.






À nossa esquerda, perfeitamente observável por quem tenha um mínimo de experiência nestas matérias (arquitecturas de terra pré-históricas), a estrutura de talude, parcialmente eliminada pelos arqueólogos para "verem o murete". Como não tenho conhecimento detalhado dos colegas, do sítio (e respectivas publicações das escavações mais recentes) e da metodologia utilizada, não posso adiantar mais...








Murete. De notar que as "escadas" à direita devem ter sido "feitas" pelos arqueólogos.

É um murete em talude, lembrando os nossos muretes calcolíticos, como se verá noutra fotografia. O talude aqui foi parcialmente eliminado, para se ver o embasamento do murete, procedimento a que já estamos habituados. Este talude encontra-se numa zona de pendente, como seria de esperar - é um escoramento das estruturas superiores.










Aparente grande "estela" de forma sub-triangular, com face côncava e rebordo em relevo.










Interessante estrutura com uma espécie de estelas ainda na vertical, e outras tombadas ou "reutilizadas", parecendo incluídas nas estruturas em posição "secundária" (redeposição)






Fragmentos de moinhos manuais à superfície.





Restos (um pouco danificados) de "reconstituição" de uma estrutura por arquéologos que escavaram o sítio.







Reconstituição do interior de uma estrutura circular com postes encaixados em espaços côncavos das paredes. De notar a importância da terra nestas arquitecturas.



Do "Dictionnaire de la Préhistoire", dirigido por André Leroi-Gourhan, Paris, PUF, 1988, pp. 115 e 116, entrada "Beidha" (tradução minha, com alguns comentários entre parêntesis rectos):

"Este tell ocupa uma superfície de areia na margem direita do wadi [=vale,rio] Ghrab,no sopé de uma falésia de grés pré-câmbrico. Descoberto em 1956, foi escavado entre 1958 e 1967 por D. Kirkbride.Na base, uma indústria natufense acompanha restos de construções em adobe [não vimos qualquer adobe no local; por outro lado, houve decerto mais escavaçóes em anos mais recentes, não sei se por uma equipa francesa]. No início do VIIº milénio o sítio foi novamente habitado e fizeram-se pavimentos de terra revestida por camada superficial [enduit]. Mais tarde doram construídos conjuntos semi-enterrados de células sub-circulares,com sítios de armazenamento de provisões e passagens entre tais células. As células eram construídas em terra em torno de uma estrutura de madeira ligada a um poste central por vigas de madeira; elas eram cobertas de ramos e de barro [boue].Cada conjunto era limitado por um muro espesso, e dava para um espaço pavimentado [enduit].A própria aldeia parece ter sido por uma parede de sustentação [é o que eu chamo o talude] e associada a um complexo talvez cultual [esta divisão do funcional e do cultual é muito criticável, por certo].Na fase seguinte, a mesma técnica de consrução perdura, mas cada célula, que pode ter 7 m. de diâmetro, está isolada. Aparecem casas sub-rectangulares com paredes curvilíneas. Mais tarde ainda, este tipo de casa, agora com lareira central e solo revestido [enduit] impõe-se relativamente ao corpo do tell, enquanto que construções mais pequenas se enconram na periferia. Um grande edifício (9 X 7 m) rectangular é construído então pela primeira vez e será refeito no mesmo sítio até ao fim da ocupação. Nos níveis superiores um novo tipo de planta apresenta em torno de um corredor 6 pequenas divisões rectangulares que são oficinas. A espessura das paredes pressupõe um andar superior para habitação. A aldeia foi abandono há c. de 6.500 anos A distribuição dos objectos implica desde a origem uma especialização de cada célula, especialização que se torna manifesta nos edifícios com corredor. As sepulturas, raras, são sobretudo de crianças jovens. A indústria de sílex, de tipo Neolítico pré-cerâmico B, mantém-se estável. Cultivav-se a cevada selvagem e o trigo, recolhia-se vagens e pistácios mas paece que as cabras, que forneciam a maior parte da carne, só remotamente eram controladas. " F. VALLA

2 comentários:

Nuno Soares disse...

Passe a "publicidade", anoto, para quem possa interessar, que no recente catálogo "Libros Agotados - Set. 2009" da Pórtico Líbrerías vem incluída a seguinte obra:
"16 - Byrd, B. F.: Early Village Life at Beidha, Jordan: Neolithic Spatial
Organization and Vernacular Architecture. The Excavations of Mrs. Diana
Kirkbride-Helbaek
2005 – xiv + 442 pp., 159 fig., 297 fot., 13 despl. € 128,00".
Cordiais cumprimentos,

Vitor Oliveira Jorge disse...

Obrigado pela dica, não tinha reparado!
Cordiais saudações
Vitor O. Jorge