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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

anedota já muito batida

Um náufrago conseguiu chegar a uma praia deserta, de uma ilha aparentemente pequena, com uma crista de elevações ao meio. Quando recobrou minimamente forças sobre a areia, parecendo-lhe milagre ter sobrevivido àqueles mares infestados de tubarões, arrastou-se até ao monte próximo, onde viu ao longe cena estranha. Era o outro lado da ilha, e sobre a areia também, noutra praia, estavam três figuras humanas sentadas, perto umas das outras. O náufrago sentiu-se ainda mas aliviado por não estar só, e começou a descer e a tentar perceber o que via.
Ao chegar à beira da cena, reparou que se tratava de um homem e de duas mulheres louras a jogar às cartas. Reparou que as louras tinham todo o aspecto do modelo standard da "loura", e achou estranho entregarem-se (diria, apenas) àquela actividade lúdica, além de também lhe parecer esquisito o facto do homem estar nu e apenas com uns ténis calçados.
Nem queira saber o que me aconteceu, meu amigo, disse este (num modo de se exprimir estranho, que traduzia o seu defeito de voz: era gago).
Vim dar à praia como você, mas tive menos sorte, como pode constatar se olhar bem: um tubarão levou-me o que de mais precioso tinha na vida, e por sorte não me trincou todo o resto do corpo.
A minha ventura parecia recuperar, quando achei na areia uma garrafa, e, ao abri-la, dela saíu um mago, que me pediu para fazer três pedidos, que me satisfaria esses três desejos. O meu mal foi ser gago.
E fiz o meu primeiro pedido.
Sinto-me só, quero duas ( )uecas, e aí o mago percebeu bem, e pôs-me aqui na praia estas duas suecas. Mas lembrei-me então de que não tinha o essencial. E exprimi o segundo desejo:
Quero um ( )énis, disse, e o mago deu-me um par de sapatos de ténis.
Não, gritei desesperado, esquecendo-me que era já a minha derradeira hipótese, quero o meu ( )aralho. E o mago deu-me este baralho de cartas.
Maldito tubarão, maldita ( ) aguês. ( )orte) ( )alvada.



1 comentário:

Vitor Oliveira Jorge disse...

Desde que, por precaução, coloquei aviso de que este blogue podia conter coisas mais só para adultos, sinto-me mais solto.
É edidente que nunca fui bom a contar anedotas. Lembro-me de quem e quando me contou pela primeira vez esta anedota, há muitos anos, num sábado de escavações, quando tínhamos acabado de comer um belíssimo cozido à portuguesa. Estava cheíssimo, sempre adorei cozido. A anedota foi tão bem contada, que me ia matando, com um ataque de riso convulsivo que me acometeu.