
Em 1997 tivemos um sonho, ao fundar a ADECAP (Associação para o Desenvolvimento da Cooperação em Arqueologia Peninsular). Fazer o 3º Congresso de Arqueologia Peninsular (III CAP - UTAD, 1999 - dele resultaram 10 volumes temáticos de Actas...) e criar uma revista que nos permitisse ser entendidos por 90% dos colegas arqueólogos do mundo, em que (gostemos ou não...) o inglês se tornou a "língua franca".
Criámos o JIA (Journal of Iberian Archaeology), de que saíu logo em 1998 o vol. 0; hoje estão publicados 9 volumes, encontrando-se em preparação o vol. 9/10, de 2006/2007.
A título de exemplo, reproduzo aqui uma das capas.
Esta revista pode obter-se via Portico Librerías, Zaragoza, Espanha:
distrib@porticolibrerias.es
Entretanto o sonho da ADECAP criou raizes.
Em 2004, a Universidade do Algarve, sob a direcção do Prof. Nuno Bicho, realizou o IV CAP em Faro com grande êxito. As respectivas actas, em diversos volumes também temáticos, têm vindo a sair regularmente.
Em 2006, em Lisboa, efectuou-se o maior congresso de Arqueologia jamais concretizado em Portugal, sob a coordenação do Prof. Luiz Oosterbeek, do IPT- Tomar - o XV Congresso da UISPP (União Internacional das Ciências Pré-históricas e Proto-históricas), organismo ligado à UNESCO, de que aquele colega é agora secretário-geral.
Isto é que são acções estruturantes, positivas, úteis, e que mostram a importância da iniciativa e da capacidade de luta das pessoas e instituições por um país mais interessante e, neste caso, por uma arqueologia que salte fronteiras, em todos os sentidos. Não é voluntarismo inconsequente nem simples intenções - são factos conseguidos, é já história!
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