
Fonte: All-Art
Foi num pequeno cinema, no centro de Riga que vi o filme de Milos Forman, que esta semana estreou em Portugal. Os fantasmas de Goya são em parte os fantasmas do nosso tempo. Sobretudo pela capacidade que Forman teve de nos trazes o tema da tortura e da inquisição. Ao ver a primeira metade do filme é impossível não pensar em Abu-Ghraib e na apologia da tortura que surgiu por mão da direita conservadora americana.
Óbviamente que isto nos faz recordar o "homo sacer" de Agamben e no meio disto veio-me à memória o célebre discurso de Himmler em Posen (4 de Outubro de 1943).
O resto de filme transforma-se numa história mais ou menos melodramática. Mas a exposição do que foi um certo tempo, merece a visita. Porque há argumentos que parecem não morrer, perseguindo-nos como fantasmas.
1 comentário:
Gostei de algumas coisas do filme. Existem algumas cenas que são cinema.
E por isso são eficazes na denúncia de momentos inenarráveis da história ocidental. Onde a violência é uma coisa especial: a ostensiva negligência do sagrado que habita o humano.
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