I am not

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sábado, 23 de janeiro de 2010

poder de subversão?


entrar nas redes sociais da net, usar os sítios da alienação quotidiana por excelência. os passatempos, os entretenimentos.
introduzir coisas inócuas e divertidas, se possível.
imagens, muitas imagens.
e, de repente, uma pequena frase, um pequeno texto, uma pequena mini-ruptura.
algum poder de incomodar as boas almas?
não sei, mas não há outro caminho por onde tentar.
e por que se haveria de querer subverter seja o que/quem for?
porque isso é a superior forma de sedução, deixar o(a) outro(a) suspenso(a) nas suas convicções mais profundas, que são as do dia a dia, as coisas corriqueiras que se repetem e se não põem em causa?
o que é preciso desinquietar não são as grandes (?) ideologias, essas já vivem disso.
o que é preciso desinquietar é o banal quotidiano, os hábitos, as convicções do evidente, os comportamentos, as pequenas opções.
para quê? mudar o mundo ? seduzir?
não, para uma pessoa se sentir a viver, caso seja assim que se realiza.
com a ironia de estar a ser (quase) inócuo(a).
mas esse quase faz toda a diferença...fará?!



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