sexta-feira, 18 de abril de 2008

de imediato




Olha-me só, de frente,

Revela-me esse assombro
de simetrias.

Olhos.
Narinas.
Lábios.

E as forças infinitas que circulam.

Na cintura;
No peito;
Nas pernas;
Nos pés largados acima do chão.

Raios de luz, néons subtis.

Posta-te só
Como um abismo.

E chama-me.
De todos os orifícios
E lábios.

E sons vindos de dentro.

Pois um só gemido autêntico
Ouvido do outro lado de um continente
Faz uma pessoa atravessar florestas

Brandir a espada negra

À procura do cavalo.

Da sua força incrível:
A que olha de frente,

E retesa as cordas do mundo.


voj 2008

1 comentário:

L. Valente disse...

E eis que a alma pura lusitana ganha forma e ergue vida!
Há já algum tempo, de quando em vez, visito este seu blog e deixo-me levar pela forma intensa como vivencia cada experiência.
É muito gratificante ver alguém contemplar desta forma a essência da Natureza, daquilo que é o Ser existencial.
Parabéns!!!