sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Até que enfim !!!!!!!!!!!!!!!!!!! Seminário imperdível e que este blogue aplaude vivamente !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

PENSAMENTO CRÍTICO CONTEMPORÂNEO

SEMINÁRIO DE INTRODUÇÃO

FÁBRICA BRAÇO DE PRATA | MARÇO/MAIO 2008 | SÁBADOS das 17H-20H

O seminário pretende mapear algumas das principais problemáticas que desafiam um pensamento crítico contemporâneo. Para este efeito, ao longo das diferentes sessões, serão discutidas propostas de intelectuais cuja reflexão tem motivado importantes debates políticos (ver programa em baixo). O seminário destina-se ao público em geral. Mediante inscrição serão disponibilizados materiais comuns de leitura, dispensando-se qualquer tipo de formação académica prévia.



Inscrições:
cursopcc@gmail.com |
monde-diplo@netcabo.pt | Tel.: 213 536 054
(Atenção: Lugares limitados)



Preço do Curso: € 25,00 | € 15,00 para estudantes

Acesso a todas as sessões e a materiais de leitura

Preço por Sessão Avulso: € 4,00



Organização: Le Monde diplomatique – edição portuguesa | NÚMENA

A Fábrica de Braço de Prata. Projecto das livrarias Eterno Retorno e Ler Devagar, a Fábrica Braço de Prata é uma livraria com 12 salas e 3 ateliers que ocupa uma área de 700m2. Construído em 1908 para ser uma fábrica de material de guerra, o grande edifício do Poço do Bispo transformou-se num centro de cultura com cinema, ateliers, galerias de arte, salas de concerto e livrarias. Tem também um bar, uma esplanada ampla e inúmeros lugares de estacionamento. Fica situado em frente aos correios de Poço de Bispo. Mais informação em:
http://www.bracodeprata.org/



PROGRAMA

sábados, das 17h às 20h.



8 MARÇO >>

A Arte de Governo em Michel Foucault - Jorge Ramos do Ó (FPCE-UL)

Benedict Anderson e os Estudos sobre Nacionalismos - João Leal (FCSH-UNL)



15 MARÇO >>

E.P.Thompson e a Cultura Plebeia Fátima Sá (ISCTE)

Debord e o Estranho Jogo da Internacional Situacionista Ricardo Noronha (FCSH-UNL)



29 MARÇO >>

Gilles Deleuze e a Micropolítica Nuno Nabais (FL-UL)

Alain Badiou: Pode a Política Ser Pensada? Bruno Dias (NÚMENA)



5 ABRIL >>

Do Feminismo a Judith Butler Miguel Vale de Almeida (ISCTE)

De Edward Said aos Estudos Pós-Coloniais Manuela Ribeiro Sanches (FL-UL)



19 ABRIL >>

Rancière e a Partilha do Sensível Manuel Deniz Silva (FCSH-UNL)

Fredric Jameson e o Marxismo Dialéctico Miguel Cardoso (Birkbeck College – Universidade de Londres)



10 MAIO >>

James Scott e a Força dos Fracos José Manuel Sobral (ICS-UL)

Bourdieu, Classes e Gosto Nuno Domingos (SOAS – Universidade de Londres)



17 MAIO >>

Giorgio Agamben e o Homo Sacer António Guerreiro (FL-UL | jornalista do Expresso)

Toni Negri e John Holloway: Comunismos pós-1989 José Neves (ICS-UL)



24 MAIO >>

Georg Simmel e os Estudos sobre Tecnologia José Luís Garcia (ICS-UL)

Jacques Derrida e a Política da Desconstrução Silvina Rodrigues Lopes (FCSH-UNL)



31 MAIO >>

Slavoj Žižek – Bem-vindos ao Deserto do Real Nuno Ramos de Almeida (comentador do RCP)

Dois Anarquismos, Chomsky e/ou Feyerabend Rui Tavares (EHESS-Paris | cronista do Público)


Parabéns à organização !!!! Arriscam-se a falar de quase tudo o que, do meu ponto de vista, mais interessa !!!!!

É uma autêntica ANTOLOGIA dos autores que mais me importam !!!!!!!
E os preços são extremamente acessíveis... simbólicos, diria, para a qualidade dos temas e dos seus apresentadores...
o problema é (apenas...) o tempo de quem vive longe... com cargas de serviço pesadas... nova LEI DAS REFORMAS, CHEGA DEPRESSA !!!!!!



15 comentários:

Gonçalo Leite Velho disse...

Já estou como aquela coisa do Rock in Rio: "Eu vou!"

isabel victor disse...

Optima informação !

Obrigada VOJ

Abraço

isabel victor

Vitor Oliveira Jorge disse...

Isabel, orelhinha marota, Gonçalo que estás em Tomar e ortanto perto, eu também quero ir! Mas tenho aqui um seminário aos sábados... vou abrir quotização para um heli para o pessoal do Porto!! Devia já haver TGV, qualquer milagre !!!

Anónimo disse...

Um autêntico desfile de prêt-à-porter intelectual!!!!!!!!!!!!!!!!!
O que eu gostaria mesmo de ver um dia em Portugal era um seminário sobre pensadores críticos PORTUGUESES contemporâneos - ou, pelo menos, um seminário de pensamento crítico contemporâneo onde figurasse um pensador português que valesse duas linhas de reflexão fora da terrinha... Desconfio, porém, que ainda está para nascer o primeiro membro dessa gloriosa espécie. Até lá, entretenhamo-nos a papaguear e a regurgitar o pensamento aheio. Good riddance!

DK

Vitor Oliveira Jorge disse...

Quem for capaz de absorver bem pensamento alheio, sobretudo de autores desta envergadura, o que leva uma vida, é já alguém com grande capacidade de pensar. Aqui não há pronto a vestir nenhum,são pessoas que, entre muitas outras, cartografam o campo mental contemporâneo. O pensamento não tem pátria, é cosmopolita. Pelo menos é a minha perspectiva...vivemos hoje num mundo onde se dão permanentes osmoses... um mundo ameaçador mas, paradoxalmente, um mundo onde, como nunca na história, podemos dispor de ma informação vastíssima e fazer links antes insuspeitados...entre coisas que separámos, artificialmente.

Anónimo disse...

Isso é o que se chama, caro Vítor, fugir com o rabo à seringa... Toda essa retórica do cosmopolitismo pode ser muito convincente, mas não pode servir de cortina de fumo para camuflar uma realidade que talvez merecesse mais reflexão. Por que é que das universidades portuguesas só saem, com raríssimas excepções, regurgitadores do pensamento alheio? Não será justamente, em parte, pela combinação letal do nosso fascínio provinciano pelo jargão da crítica "cosmopolita" com uma cultura académica caracterizada pela reverência excessiva por autoridades estabelecidas e figuras séniores? Este tema mereceria também um belo seminário de pensamento crítico!

DK

Vitor Oliveira Jorge disse...

Ora, Daniela, isso é uma falsa questão. Tu és o melhor exemplo de que se pode pensar em qualquer lado. Mas sabes muito bem que não se pode pensar sem ler o que os outros pensaram...

Anónimo disse...

Não, não é uma falsa questão, Vítor. Quem (sobre)vive na atmosfera rarefeita das universidades portuguesas (em particular na sua versão letras & ciências sociais) sabe bem do que falo. E é por isso que quem gosta, ou melhor, quem precisa de pensar se sente compelido a sair do país. O fenómeno não é, obviamente, exclusivo das universidades portuguesas - veja-se onde estão, por exemplo, os melhores académicos espanhóis, italianos, eslavos, etc. - mas aqui assume contornos mais graves. O pensamento crítico só pode aparecer onde há um um ambiente propício ao trabalho intelectual e à troca de ideias. A internet e os emails podem facilitar muito a comunicação, mas são ainda sucedâneos pobres. Só muito raramente é que os pensadores originais são como as flores do lótus no Budismo, surgindo, pujantes, do lodo...

"Não se pode pensar sem ler o que os outros pensaram..."
Certo, certo. O problema é que muitos (demasiados?) nunca saem dessa fase em que o pensamento dos outros só gera citações e repetições ad nauseam...

DK

Anónimo disse...

Cara DK

Parece-me que se desculpa para não querer pensar. Cada um sabe de si e tenta fazer o melhor que pode com as possibilidades que tem caso contrário deixa-se esmagar por sonhos não concretizáveis nunca.
Pensar? Pensamos todos e penso que há bons pensadores em Portugal mas a máquina dos media não os publicita nem publica como lá fora. Por isso estes pensadores portugueses vão pensando num circulo muito fechado de amigos e conhecidos. Quem os conhece tem sorte e quem não conhece limita-se a dizer o que você diz.

Patrícia Amaro

Anónimo disse...

Caríssima,
Em primeiro lugar, creio que não me conhece de lado nenhum para fazer essas afirmações gratuitas. Portanto, PENSE primeiro antes de dispara(ta)r...
Em segundo lugar, acaba inadvertidamente de identificar o grande problema do défice de pensamento crítico em Portugal: "estes pensadores portugueses vão pensando num circulo muito fechado de amigos e conhecidos." E uma parte (demasiado) significativa dos departamentos universitários são, justamente, isso: círculos de amigos e conhecidos.
Há, sem dúvida, muitos académicos que procuram abrir horizontes através de contactos com o exterior, como é decerto o caso dos autores deste blogue, mas uma andorinha não faz a Primavera (embora talvez muitas a possam começar a fazer, com o tempo e a persistência).
Iniciativas como as que são descritas nesta entrada podem ser louváveis, mas o deslumbre não pode levar-nos a esquecer certas realidades preocupantes que deveriam merecer mais reflexão. Foi apenas isso que quis recordar com o meu comentário.
DK

Anónimo disse...

A opinião de DK merece o mais completo acordo!!!basta olhar para a combatividade espanhola no campo da produção científica. Não se deslumbram tão facilmente como os portugueses que sonham ser cidadãos do mundo, sendo que não participam (pelo menos em escala visível) com a sua produção científica nesse "mundo"!!!

José Manuel disse...

Concordo com o Vitor Jorge quando diz que "O pensamento não tem pátria, é cosmopolita" mas, permitia-m acrescentar, que a grande diversidade das situações e vivências locais e nacionais impõe que a obra destes pensadores seja também confrontada com as estas realidades. Senão torna-se apenas uma abstracção estéril. É claro que actualmente exprimir um pensamento critico que saia da perspectiva genérica e cosmopolita (mais distanciada e abstracta) e desça ao concreto do nosso tempo e lugar é dificil. É preciso expor-se e o medo é um estado de espirito que nos ultimos anos cresceu muito... e isto explica algumas das criticas que DK faz às universidades.

Vitor Oliveira Jorge disse...

Caro Zé, não se esqueça de que várias universidades portuguesas estão em risco de fechar por falta de verba... não staquem as universidades, que têm tão pouco poder, ataquem sim um sistema absolutamente amoral, globalizado, cujo último valor é o dinheiro. Mas ataquem como?... Sim, relacionando o pensamento crítico exposto por grandes autores com a realidade concreta pela qual esses autores muito se interessaram e interessam. Não se trata de estudar abstracções. Trata-se de, numa permanente dialéctica entre diferentes escalas, ir construindo uma perspectiva distanciada que faça da nossa acção de todos os dias uma acção política interessante. Não por "fazermos política-política" mas por fazermos da nossa profissão um lugar onde se pensa. E pensar pode ser uma alavanca para ir mudando as coisas, desde que cada um pense, não se deixe ir na onda da rotina ou até de um ambiente de agressividade, a que a amoralidade do dinheiro como valor único ou último conduz.
Nós, nas universidades, estamos a fazer um esforço para defender as ciências sociais e humanas e para lhes dar uma consistência mínima que não leve à extinção, e iniciativas como as deste colóquios, onde intervêm universitários e outros autores de muito valor são importantíssimos para Portugal, porque aqui traduz-se pouco e muitas pessoas estão à margem das discussões críticas contemporâneas. Uma pequena sugestão: ler à sexta-feira o Le Monde. Tem um suplemento sobre livros e ideias muito útil. Mas, por exemplo ontem tive muito que fazer e já não encontrei quando o quis comprar...

Sagdiyev disse...

As Universidades perdem verbas (fechar, elas nunca irão fechar) porque não cumprem os objectivos que prometem e consequentemente as avaliações são negativas...

(Lei n.º 38/2007. de 16 de Agosto. Aprova o regime jurídico da avaliação do ensino superior)

José Manuel disse...

Não pretendia atacar as universidades, que também lutam pela sua sobrevivência a curto prazo. Apenas queria dizer que hoje as universidades, ao contrário doutros tempos, não estão imunes ao que se passa no resto da sociedade. As universidades reflectem também todos os problemas e contradições sociais dum presente à beira duma grave crise social.