quinta-feira, 20 de março de 2008

O mais difícil, o mais valioso, o mais adiado, o mais contrariado, o (ainda e sempre) mais subversivo (=mais interessante)






P E N S A R






2 comentários:

Ana disse...

n�o poderia ser f�cil, ou pode?

Vitor Oliveira Jorge disse...

Podia, creio firmemente, se tivéssemos tempo e se tivéssemos boas bibliotecas e um "pool" de pessoas interessantes com quem conviver, gente que nos puxe, gente que nos estimule e se interesse por nós e não nos peça apenas coisas...gente que nos surpreenda, que nos obrigue a pensar.
Qualquer estudante ou professor inglês por exemplo tem acesso potencialmente a centenas de milhares de artigos de revistas e livros...o sistema JSTOR. Cá não temos, só o b-on... muitas vezes quando obtenho o livro ou o artigo que quero estou quase como aquele tipo à beira do deserto a ler o Le Monde de 12.3.1954 como se fosse o de hoje... miséria de estar na periferia e miséria de estar na periferia da miséria. Se vivesse em Paris progredia mais num dia do que aqui num ano. Pode dizer-me: por que não foi para lá? Não sou rico e não queria ir fazer de trolha nas obras... não sei se pedindo estatuto de refugiado politico nos anos 60 poderia estudar na universidade sem chequezinhos da família.Assim ia sonhar para o aeroporto da Portela, era só ir a pé...