Transferência "(...) A PSICANÁLISE INVENTOU DE FACTO UMA NOVA FORMA DE AMOR CHAMADA TRANSFERÊNCIA." JACQUES-ALAIN MILLER (Lacan Dot Com)
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
domingo, 16 de maio de 2010
Amanhã, segunda, na FLUP, a partir das 19,30
Este é o último ano em que darei aqui o curso nestes moldes.
Para o ano, talvez em Lisboa, mas abordando apenas quatro autores (e já é muito...) no mesmo número de sessões, aproximadamente:
Foucault, Derrida, Agamben e Zizek.
terça-feira, 20 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Curso de Pensamento Crítico Contemporâneo na FLUP
Estética e Política
Curso de Introdução ao Pensamento Crítico Contemporâneo
“Estética e Política”
Organização: UNIPOP / Fábrica Braço de Prata
Inscrições (no valor de 25 € através de pccestetica@gmail.com <mailto:pccestetica@gmail.com> )
De 10 de Abril a 05 de Junho de 2010
Aos sábados, das 18h00 às 20h00
Na Fábrica Braço de Prata
Rua da Fábrica do Material de Guerra, n.º 1
1950 LISBOA
Entre política e estética, há uma longa história de mútuas suspeitas, denúncias e incompreensões, que têm coexistido com uma intensa e fértil, ainda que por vezes clandestina, interdependência. Tomamos a ambivalência que marca esta relação como testemunho de um terreno comum que importa revisitar, longe das caricaturas habituais, mas igualmente sem elidir as tensões que o constituem. O espaço para que esta discussão seja pensável de forma simultaneamente esclarecedora e crítica permanece em construção: o objectivo primordial deste curso é, por isso mesmo, o de contribuir para a sua criação, visibilidade e alargamento.
P R O G R A M A
10 de Abril
Apresentação do curso por Manuel Deniz Silva e Miguel Cardoso
Kant por Adriana Veríssimo Serrão
17 de Abril
Hegel por Miguel Cardoso
Marx por José Bragança de Miranda
24 de Abril
Nietzsche por Nuno Nabais
Freud por João Peneda
8 de Maio
Oficina de leitura:
“O inconsciente político do sublime. Em torno de Lyotard e Rancière”
Orientação: Manuel Deniz Silva
15 de Maio
Walter Benjamin por Pedro Boléo
Theodor W. Adorno por João Pedro Cachopo
22 de Maio
Gilles Deleuze por Catarina Pombo
Guy Debord por Ricardo Noronha
29 de Maio
Jacques Rancière por Vanessa Brito
Giorgio Agamben por António Guerreiro
05 de Junho
Debate de encerramento: “Estética e Política”
Silvina Rodrigues Lopes
Manuel Gusmão
Mário Vieira de Carvalho
Apresentação do Curso de Introdução ao Pensamento Crítico Contemporâneo: “Estética e Política”:
Entre política e estética, há uma longa história de mútuas suspeitas, denúncias e incompreensões, que têm coexistido com uma intensa e fértil, ainda que por vezes clandestina, interdependência. Tomamos a ambivalência que marca esta relação como testemunho de um terreno comum que importa revisitar, longe das caricaturas habituais, mas igualmente sem elidir as tensões que o constituem.
O espaço para que esta discussão seja pensável de forma simultaneamente esclarecedora e crítica permanece em construção: o objectivo primordial deste curso é, por isso mesmo, o de contribuir para a sua criação, visibilidade e alargamento. Tal trabalho preparatório implica reinscrever a estética na trajectória da nossa modernidade histórica e filosófica, com todas as contradições que isso acarreta, perceber o quanto as categorias políticas que marcam a nossa contemporaneidade devem a conceptualizações estéticas, bem como submeter o campo estético a uma análise crítica, confrontando-o com as suas exclusões e ângulos cegos.
Partimos para estas interrogações com a premissa de que a sociedade em que vivemos é atravessada por divisões e conflitos a que o estético não é imune, mas a que também não pode ser reduzido. Isto implica uma dupla rejeição: da inflação do potencial crítico da obra de arte, assente na ideia de que o estético é por si só emancipador, por um lado; e, por outro, da redução do estético ao ideológico e do recurso à sua explicação sociológica que neutraliza o seu potencial crítico.
De um ponto de vista político, a estética tem sido simultaneamente subestimada e sobrestimada. Sendo plural, contraditória – e inseparável das práticas artísticas a cujo perímetro, porém, não se restringe –, é muitas vezes reduzida ora à apreciação de obras de arte, ora a uma forma de consumo cultural privatizada que constituiria um abrigo imune às intrusões da história, aos constrangimentos do social e à vulgaridade dos interesses. Devemos entender as razões desta cristalização, trazer à luz a forma como um certo discurso filosófico estético institui tais divisões e não meramente as reflecte, e submetê-la a uma crítica feroz.
Contudo, entender a estética a partir desta versão redutora é deixar pelo caminho muitas outras definições e, desse modo, excluir as tensões que a atravessam. O estético é também o espaço que questiona os limites e esquadrias da razão, que confronta uma visão idealista do mundo com o seu substrato material e a sua imanência sensível, que trabalha nas zonas cinzentas em que a nossa experiência e a nossa praxis são ainda órfãs de um conceito que as balize. É ainda o espaço daquilo a que Rancière chamou a ‘partilha do sensível’, ou seja, da ordem que estrutura a nossa inclusão e exclusão num mundo comum, os modos de percepção, os lugares, os limites e os horizontes da nossa visibilidade e participação nele. O espaço, em suma, da nossa mundanidade.
Porque compreender o presente implica perceber a sua densidade histórica, propomos, na primeira parte do curso, um percurso arqueológico através de Kant, Hegel e Marx, Freud e Nietzsche. Partir destas figuras permitirá mapear a emergência de uma campo de reflexão sobre o estético, reconfigurar criticamente a própria noção de estética, bem como procurar pontos de contacto entre o estético e o político em lugares menos habituais. Destes autores emergirá uma constelação de problemáticas que têm estado na base de importantes debates contemporâneas. Pretendemos interrogá-los enveredando, na segunda parte do curso, pelos pensamentos de Benjamin e Adorno, Debord e Deleuze, Agamben e Rancière.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Curso de Pensamento Crítico Contemporâneo - Porto

Comunico aos potenciais interessados neste curso de formação contínua, que começa já em Abril próximo, que o preço diminuiu drasticamente, não sendo agora já um impedimento a que as pessoas motivadas o possam frequentar. O máximo de vagas é 30. O curso confere ECTs. Às pessoas que já tinham feito pagamento será devolvida a verba a que tenham direito. Agradeço que os interessados contactem o Gabinete de Formação Contínua e se inscrevam. A razão desta alteração é simples: prescindi de qualquer remuneração, que aliás nunca foi (de todo) a minha motivação para o curso, e essa solução foi autorizada superiormente, no interesse de todos e da FLUP.
Cordiais saudações
Vítor Oliveira Jorge, prof. do DCTP
CURSO QUE LHE PODE INTERESSAR...
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Curso de formação contínua:
Pensamento Crítico Contemporâneo: alguns representantes
de 19 Abril a 7 Junho 2010 – 2ªas feiras, das 19,30 às 22,30 h
8 semanas: 8 autores:
Jacques Lacan
Michel Foucault
Jacques Derrida
Judith Butler
Giorgio Agamben
Slavoj Zizek
Jean Baudrillard
Jean-François Lyotard
Formador: Prof. Vítor Oliveira Jorge, catedrático da FLUP
O curso funciona com um mínimo de 12 inscritos, mas tem também um plafond de inscrições...30 pessoas.
Faça a sua inscrição através de:
Serviço de Gestão Académica - Sector de Formação Contínua
Via Panorâmica, s/nº 4150-564 Porto
Telef: 226077152 Email: gfec@letras.up.pt
Horário Atendimento: 10h00 às 16h00
http://sigarra.up.pt/flup/
(Atenção: os novos preços, puramente simbólicos, podem ainda não estar on line)
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Jacques Derrida
domingo, 31 de maio de 2009
Alain Badiou: uma fonte de informações
Guy Debord - La Refutation PART 1/3
Réfutation de tous les jugements, tant élogieux qu'hostiles, qui ont été jusqu'ici portés sur le film 'La société du spectacle', di Guy Debord (1975).
Versione originale francese con sottotitoli in italiano
Source: http://www.youtube.com/watch?v=XTsv_lzkxDw&feature=related
terça-feira, 26 de maio de 2009
Baudrillard... uma dica
Jean Baudrillard foi um dos autores que me influenciou precocemente, porque já na minha tese de licenciatura citei o seu livro O SISTEMA DOS OBJECTOS, que me fascinou, porque de certo modo intui que ao falar da sociedade contemporânea polvilhada de objectos-signo o JB estava a falar da realidade que eu começava a viver como arqueólogo: uma realidade polvilhada de objectos que se me furtavam a um discurso historicista continuista... Isto é, que apontavam já para uma reflexividade crítica sobre o que eu andava a querer fazer.
O arqueólogo é uma espécie de consumidor de objectos do passado, e nesse sentido muito próximo de si mesmo como consumidor no supermercado... Por alguma razão também um dos livros de Baudrillard mais antigos e interessantes é A SOCIEDADE DE CONSUMO (edições 70 também). Na minha juventude, tive a percepção de que a sociedade que fabricava arquelogia era a mesma que fabricava outros produtos de consumo, distanciando-me assim de um discurso ingénuo de reconstituição do passado tout court...
Enfim, talvez esteja a encontrar no meu trabalho coerências retrospectivas, numa atitude auto-complacente!...
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Curso de Pensamento Crítico Contemporâneo em Coimbra
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Pensamento Crítico Contemporâneo também em Lisboa...
Teatro Maria Matos, 4 de Maio, 2ª feira, 18h-23h
com antónio guerreiro, francisco frazão, marco martins,
maurizio lazzarato e pedro boléo
entrada livre
organização
TEATRO MARIA MATOS
unipop
PROGRAMA
18h | O AUTOR ENQUANTO PRODUTOR. Mesa-redonda acerca de um texto de Walter Benjamin. Com António Guerreiro, Francisco Frazão, Pedro Boléo e Marco Martins.
“O autor enquanto produtor” é o título de uma comunicação de Walter Benjamin datada de 1934. Precedendo o conhecido ensaio “A obra de arte na era da reprodutibilidade mecânica”, este texto coloca em debate a relação entre a tendência política de uma obra, a sua técnica de escrita e o posicionamento do autor no processo de produção da obra. A partir deste texto de Benjamin, mas extravasando-o, convidámos António Guerreiro (crítico do jornal Expresso), Francisco Frazão (programador de teatro da Culturgest), Marco Martins (cineasta) e Pedro Boléo (crítico musical do jornal Público) para uma conversa informal sobre aqueles temas.
19h30 | CONVERSA COM MAURIZIO LAZZARATO ACERCA DE CULTURA, TRABALHO, LIBERALISMO, SUBJECTVIDADE.
Paralelamente à pobreza económica, o liberalismo produz uma pobreza da subjectividade. E se, em resultado do forte desnível de rendimentos, o empobrecimento económico atinge a população diferenciadamente, já o empobrecimento da subjectividade é transversal à generalidade das pessoas, uma vez que as sociedades securitárias, sejam elas ricas ou pobres, estão expostas às mesmas semióticas da informação, da publicidade, da televisão, da arte e da cultura. A produção deste “mundo semiótico” partilhado por todos é um elemento específico da administração e governo dos artistas/técnicos e dos públicos que poderá ser melhor analisada à luz das transformações da arte no último século e à luz dos regimes laborais dos intermitentes do espectáculo – artistas e técnicos que trabalham no teatro, na música, na dança, no cinema, na televisão, no circo, etc.
Maurizio Lazzarato é sociólogo e filósofo, membro do Labaratoire Matisse-Isys (Universidade Paris 1) e da direcção da revista Multitudes. Entre as suas áreas de interesse estão a relação entre trabalho e arte, o pós-fordismo e o trabalho imaterial, a ontologia do trabalho e os movimentos pós-socialistas. Tem também trabalhado a obra de autores como Gabriel Tarde, Gilles Deleuze e Felix Guattari. Escreve igualmente acerca de cinema, vídeo e novas tecnologias de produção de imagens. Recentemente, publicou Intermittents et Précaires (com Antonella Corsani) e Puissances de l’invention. La psychologie économique de Gabriel Tarde contre l’économie politique. Nesta sua passagem por Lisboa, Lazzarato participará igualmente no seminário «a economia para além da economia» (mais info: www.u-ni-pop.blogspot.com
[o bar do teatro está aberto e servirá jantares]
22h | FORA DE ÁGUA, de Catarina Mourão (1997, 47').
Em Maio de 1997 e com o apoio do programa Europeu Interreg II, dez artistas plásticos foram convidados para realizar várias intervenções de arte pública no distrito de Beja. Este documentário conta a história do encontro entre estas obras, os seus autores e a população local, dando a conhecer os vários pontos de vista nesta experiência que, por ser pública, obrigatoriamente envolveu a população como receptora. No entanto, neste episódio muitos disseram que em vez de arte pública, houve antes arte contra o público – culminando esta experiência na destruição de uma das obras pela população. Pergunta-se quem eram afinal os destinatários destas obras? Através do registo deste confronto “Fora de Água” procura questionar o impacto e percepção da “arte pública” por aqueles que à partida são os seus beneficiários, abrindo a discussão sobre a responsabilidade do artista nas questões inerentes à recepção da sua obra.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
sábado, 3 de maio de 2008
Para ouvir com calma e tirar notas... Bernard Stiegler
http://www.arsindustrialis.org/media/080319bs.mp3
Extremamente inteligente!
(conferência gravada, sem imagem, valendo a pena esperar pelo debate final...).
Com imagem (video):
http://www.christian-faure.net/wp-video/SeminaireStiegler.19.03.08.mov
Por exemplo, cito:
"Um sistema que repousa no consumo,
repousa na sua própria destruição."
"A vida do espírito é uma guerra
contra a estupidez ["bêtise]."


