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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pensamento crítico contemporâneo: curso de 2011



INTERESSA-SE POR PENSAR DE FORMA MAIS CRÍTICA, POR CONHECER PENSADORES CONTEMPORÂNEOS? INSCREVA-SE E DIVULGUE.
ESTE CURSO SÓ FUNCIONARÁ COM UM MÍNIMO DE 12 PESSOAS.
O NÚMERO DE FORMANDOS TEM VINDO A CRESCER DE ANO PARA ANO.

domingo, 16 de maio de 2010

Amanhã, segunda, na FLUP, a partir das 19,30

4º sessão do meu curso sobre pensamento crítico contemporâneo. Autor a abordar: Giorgio Agamben, o autor que mais me fascina.


Este é o último ano em que darei aqui o curso nestes moldes.
Para o ano, talvez em Lisboa, mas abordando apenas quatro autores (e já é muito...) no mesmo número de sessões, aproximadamente:
Foucault, Derrida, Agamben e Zizek.



sexta-feira, 26 de março de 2010

Curso de Pensamento Crítico Contemporâneo na FLUP

Curso de Pensamento Crítico Contemporâneo na FLUP - ponto da situação de hoje: 44 pré-inscritos, dos quais 30 já confirmaram definitivamente. Por isso se há pessoas mesmo interessadas, não percam tempo, pois o plafond é de 40 pessoas!

Estética e Política

Curso de Introdução ao Pensamento Crítico Contemporâneo

“Estética e Política”




Organização: UNIPOP / Fábrica Braço de Prata

Inscrições (no valor de 25 € através de pccestetica@gmail.com <mailto:pccestetica@gmail.com> )

De 10 de Abril a 05 de Junho de 2010

Aos sábados, das 18h00 às 20h00

Na Fábrica Braço de Prata

Rua da Fábrica do Material de Guerra, n.º 1

1950 LISBOA



Entre política e estética, há uma longa história de mútuas suspeitas, denúncias e incompreensões, que têm coexistido com uma intensa e fértil, ainda que por vezes clandestina, interdependência. Tomamos a ambivalência que marca esta relação como testemunho de um terreno comum que importa revisitar, longe das caricaturas habituais, mas igualmente sem elidir as tensões que o constituem. O espaço para que esta discussão seja pensável de forma simultaneamente esclarecedora e crítica permanece em construção: o objectivo primordial deste curso é, por isso mesmo, o de contribuir para a sua criação, visibilidade e alargamento.

P R O G R A M A

10 de Abril

Apresentação do curso por Manuel Deniz Silva e Miguel Cardoso

Kant por Adriana Veríssimo Serrão

17 de Abril

Hegel por Miguel Cardoso

Marx por José Bragança de Miranda

24 de Abril

Nietzsche por Nuno Nabais

Freud por João Peneda

8 de Maio

Oficina de leitura:

“O inconsciente político do sublime. Em torno de Lyotard e Rancière”

Orientação: Manuel Deniz Silva

15 de Maio

Walter Benjamin por Pedro Boléo

Theodor W. Adorno por João Pedro Cachopo

22 de Maio

Gilles Deleuze por Catarina Pombo

Guy Debord por Ricardo Noronha

29 de Maio

Jacques Rancière por Vanessa Brito

Giorgio Agamben por António Guerreiro

05 de Junho

Debate de encerramento: “Estética e Política”

Silvina Rodrigues Lopes

Manuel Gusmão

Mário Vieira de Carvalho



Apresentação do Curso de Introdução ao Pensamento Crítico Contemporâneo: “Estética e Política”:

Entre política e estética, há uma longa história de mútuas suspeitas, denúncias e incompreensões, que têm coexistido com uma intensa e fértil, ainda que por vezes clandestina, interdependência. Tomamos a ambivalência que marca esta relação como testemunho de um terreno comum que importa revisitar, longe das caricaturas habituais, mas igualmente sem elidir as tensões que o constituem.

O espaço para que esta discussão seja pensável de forma simultaneamente esclarecedora e crítica permanece em construção: o objectivo primordial deste curso é, por isso mesmo, o de contribuir para a sua criação, visibilidade e alargamento. Tal trabalho preparatório implica reinscrever a estética na trajectória da nossa modernidade histórica e filosófica, com todas as contradições que isso acarreta, perceber o quanto as categorias políticas que marcam a nossa contemporaneidade devem a conceptualizações estéticas, bem como submeter o campo estético a uma análise crítica, confrontando-o com as suas exclusões e ângulos cegos.

Partimos para estas interrogações com a premissa de que a sociedade em que vivemos é atravessada por divisões e conflitos a que o estético não é imune, mas a que também não pode ser reduzido. Isto implica uma dupla rejeição: da inflação do potencial crítico da obra de arte, assente na ideia de que o estético é por si só emancipador, por um lado; e, por outro, da redução do estético ao ideológico e do recurso à sua explicação sociológica que neutraliza o seu potencial crítico.

De um ponto de vista político, a estética tem sido simultaneamente subestimada e sobrestimada. Sendo plural, contraditória – e inseparável das práticas artísticas a cujo perímetro, porém, não se restringe –, é muitas vezes reduzida ora à apreciação de obras de arte, ora a uma forma de consumo cultural privatizada que constituiria um abrigo imune às intrusões da história, aos constrangimentos do social e à vulgaridade dos interesses. Devemos entender as razões desta cristalização, trazer à luz a forma como um certo discurso filosófico estético institui tais divisões e não meramente as reflecte, e submetê-la a uma crítica feroz.

Contudo, entender a estética a partir desta versão redutora é deixar pelo caminho muitas outras definições e, desse modo, excluir as tensões que a atravessam. O estético é também o espaço que questiona os limites e esquadrias da razão, que confronta uma visão idealista do mundo com o seu substrato material e a sua imanência sensível, que trabalha nas zonas cinzentas em que a nossa experiência e a nossa praxis são ainda órfãs de um conceito que as balize. É ainda o espaço daquilo a que Rancière chamou a ‘partilha do sensível’, ou seja, da ordem que estrutura a nossa inclusão e exclusão num mundo comum, os modos de percepção, os lugares, os limites e os horizontes da nossa visibilidade e participação nele. O espaço, em suma, da nossa mundanidade.

Porque compreender o presente implica perceber a sua densidade histórica, propomos, na primeira parte do curso, um percurso arqueológico através de Kant, Hegel e Marx, Freud e Nietzsche. Partir destas figuras permitirá mapear a emergência de uma campo de reflexão sobre o estético, reconfigurar criticamente a própria noção de estética, bem como procurar pontos de contacto entre o estético e o político em lugares menos habituais. Destes autores emergirá uma constelação de problemáticas que têm estado na base de importantes debates contemporâneas. Pretendemos interrogá-los enveredando, na segunda parte do curso, pelos pensamentos de Benjamin e Adorno, Debord e Deleuze, Agamben e Rancière.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Curso de Pensamento Crítico Contemporâneo - Porto


Comunico aos potenciais interessados neste curso de formação contínua, que começa já em Abril próximo, que o preço diminuiu drasticamente, não sendo agora já um impedimento a que as pessoas motivadas o possam frequentar. O máximo de vagas é 30. O curso confere ECTs. Às pessoas que já tinham feito pagamento será devolvida a verba a que tenham direito. Agradeço que os interessados contactem o Gabinete de Formação Contínua e se inscrevam. A razão desta alteração é simples: prescindi de qualquer remuneração, que aliás nunca foi (de todo) a minha motivação para o curso, e essa solução foi autorizada superiormente, no interesse de todos e da FLUP.
Cordiais saudações
Vítor Oliveira Jorge, prof. do DCTP


CURSO QUE LHE PODE INTERESSAR...

Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Curso de formação contínua:
Pensamento Crítico Contemporâneo: alguns representantes
de 19 Abril a 7 Junho 2010 – 2ªas feiras, das 19,30 às 22,30 h
8 semanas: 8 autores:
Jacques Lacan
Michel Foucault
Jacques Derrida
Judith Butler
Giorgio Agamben
Slavoj Zizek
Jean Baudrillard
Jean-François Lyotard

Formador: Prof. Vítor Oliveira Jorge, catedrático da FLUP

O curso funciona com um mínimo de 12 inscritos, mas tem também um plafond de inscrições...30 pessoas.
Faça a sua inscrição através de:
Serviço de Gestão Académica - Sector de Formação Contínua
Via Panorâmica, s/nº 4150-564 Porto
Telef: 226077152 Email: gfec@letras.up.pt
Horário Atendimento: 10h00 às 16h00
http://sigarra.up.pt/flup/cursos_geral.FormView?P_CUR_SIGLA=FCPCC

(Atenção: os novos preços, puramente simbólicos, podem ainda não estar on line)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Jacques Derrida


Fabuloso congresso em Madrid, onde participa a Profa Fernanda Bernardo, uma das maiores especialistas mundiais de Derrida.



Terei em breve o gosto de anunciar o dia em que esta colega estará proximamente no Porto, a apresentar uma palestra de iniciação ao grande pensador contemporâneo (a propósito, a Galilée acaba de editar em Paris o 2º livro dos cursos dele, inéditos... estão previstos, só, mais 41 livros desses - era o tempo em que havia tempo para trabalhar e em que alguns grandes sábios emergiam e escreviam os seus cursos, evidentemente que num ambiente favorável a tal).






domingo, 31 de maio de 2009

Alain Badiou: uma fonte de informações


Agradeço este elemento ao Gonçalo Velho, que tem sido meu cúmplice (no bom sentido, é claro) na constante busca de uma "razão de ser" para a vida nestes últimos anos, através do "deserto do real" que nos rodeia! 


Guy Debord - La Refutation PART 3/3



Source: http://www.youtube.com/watch?v=n3WSLlDk1j0

Guy Debord - La Refutation PART 2/3



Source: http://www.youtube.com/watch?v=JSnugAWh0so

Guy Debord - La Refutation PART 1/3



Réfutation de tous les jugements, tant élogieux qu'hostiles, qui ont été jusqu'ici portés sur le film 'La société du spectacle', di Guy Debord (1975).

Versione originale francese con sottotitoli in italiano

Source: http://www.youtube.com/watch?v=XTsv_lzkxDw&feature=related

terça-feira, 26 de maio de 2009

Baudrillard... uma dica

No meu livro "Fragmentos, Memórias, Incisões" (Lisboa, Colibri, 2006) ... os interessados podem encontrar (pp. 169-188) um glossário de alguns termos do pensador francês Jean Baudrillard, retirado de "Para Uma Economia Política do Signo", devidamente autorizado pelas Edições 70, que publicaram este livro que tanto me marcou... Levou-me mais de um mês a feitura desse glossário...
Jean Baudrillard foi um dos autores que me influenciou precocemente, porque já na minha tese de licenciatura citei o seu livro O SISTEMA DOS OBJECTOS, que me fascinou, porque de certo modo intui que ao falar da sociedade contemporânea polvilhada de objectos-signo o JB estava a falar da realidade que eu começava a viver como arqueólogo: uma realidade polvilhada de objectos que se me furtavam a um discurso historicista continuista... Isto é, que apontavam já para uma reflexividade crítica sobre o que eu andava a querer fazer.
O arqueólogo é uma espécie de consumidor de objectos do passado, e nesse sentido muito próximo de si mesmo como consumidor no supermercado... Por alguma razão também um dos livros de Baudrillard mais antigos e interessantes é A SOCIEDADE DE CONSUMO (edições 70 também). Na minha juventude, tive a percepção de que a sociedade que fabricava arquelogia era a mesma que fabricava outros produtos de consumo, distanciando-me assim de um discurso ingénuo de reconstituição do passado tout court...
Enfim, talvez esteja a encontrar no meu trabalho coerências retrospectivas, numa atitude auto-complacente!...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Curso de Pensamento Crítico Contemporâneo em Coimbra




Está a decorrer, o que desconhecia, e cuja informação devo a uma das pessoas que está a frequentar o do Porto, LT.

Aqui está o link:


http://cursopcccoimbra.blogspot.com/2009/03/programa-do-curso.html




quinta-feira, 30 de abril de 2009

Pensamento Crítico Contemporâneo também em Lisboa...

ARTE & MERCADORIA
Teatro Maria Matos, 4 de Maio, 2ª feira, 18h-23h
com antónio guerreiro, francisco frazão, marco martins,
maurizio lazzarato e pedro boléo

entrada livre


organização
TEATRO MARIA MATOS
unipop




PROGRAMA

18h | O AUTOR ENQUANTO PRODUTOR. Mesa-redonda acerca de um texto de Walter Benjamin. Com António Guerreiro, Francisco Frazão, Pedro Boléo e Marco Martins.

“O autor enquanto produtor” é o título de uma comunicação de Walter Benjamin datada de 1934. Precedendo o conhecido ensaio “A obra de arte na era da reprodutibilidade mecânica”, este texto coloca em debate a relação entre a tendência política de uma obra, a sua técnica de escrita e o posicionamento do autor no processo de produção da obra. A partir deste texto de Benjamin, mas extravasando-o, convidámos António Guerreiro (crítico do jornal Expresso), Francisco Frazão (programador de teatro da Culturgest), Marco Martins (cineasta) e Pedro Boléo (crítico musical do jornal Público) para uma conversa informal sobre aqueles temas.

19h30 | CONVERSA COM MAURIZIO LAZZARATO ACERCA DE CULTURA, TRABALHO, LIBERALISMO, SUBJECTVIDADE.
Paralelamente à pobreza económica, o liberalismo produz uma pobreza da subjectividade. E se, em resultado do forte desnível de rendimentos, o empobrecimento económico atinge a população diferenciadamente, já o empobrecimento da subjectividade é transversal à generalidade das pessoas, uma vez que as sociedades securitárias, sejam elas ricas ou pobres, estão expostas às mesmas semióticas da informação, da publicidade, da televisão, da arte e da cultura. A produção deste “mundo semiótico” partilhado por todos é um elemento específico da administração e governo dos artistas/técnicos e dos públicos que poderá ser melhor analisada à luz das transformações da arte no último século e à luz dos regimes laborais dos intermitentes do espectáculo – artistas e técnicos que trabalham no teatro, na música, na dança, no cinema, na televisão, no circo, etc.


Maurizio Lazzarato é sociólogo e filósofo, membro do Labaratoire Matisse-Isys (Universidade Paris 1) e da direcção da revista Multitudes. Entre as suas áreas de interesse estão a relação entre trabalho e arte, o pós-fordismo e o trabalho imaterial, a ontologia do trabalho e os movimentos pós-socialistas. Tem também trabalhado a obra de autores como Gabriel Tarde, Gilles Deleuze e Felix Guattari. Escreve igualmente acerca de cinema, vídeo e novas tecnologias de produção de imagens. Recentemente, publicou Intermittents et Précaires (com Antonella Corsani) e Puissances de l’invention. La psychologie économique de Gabriel Tarde contre l’économie politique. Nesta sua passagem por Lisboa, Lazzarato participará igualmente no seminário «a economia para além da economia» (mais info: www.u-ni-pop.blogspot.com )







[o bar do teatro está aberto e servirá jantares]





22h | FORA DE ÁGUA, de Catarina Mourão (1997, 47').

Em Maio de 1997 e com o apoio do programa Europeu Interreg II, dez artistas plásticos foram convidados para realizar várias intervenções de arte pública no distrito de Beja. Este documentário conta a história do encontro entre estas obras, os seus autores e a população local, dando a conhecer os vários pontos de vista nesta experiência que, por ser pública, obrigatoriamente envolveu a população como receptora. No entanto, neste episódio muitos disseram que em vez de arte pública, houve antes arte contra o público – culminando esta experiência na destruição de uma das obras pela população. Pergunta-se quem eram afinal os destinatários destas obras? Através do registo deste confronto “Fora de Água” procura questionar o impacto e percepção da “arte pública” por aqueles que à partida são os seus beneficiários, abrindo a discussão sobre a responsabilidade do artista nas questões inerentes à recepção da sua obra.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

sábado, 3 de maio de 2008

Para ouvir com calma e tirar notas... Bernard Stiegler






http://www.arsindustrialis.org/media/080319bs.mp3




Extremamente inteligente!
(conferência gravada, sem imagem, valendo a pena esperar pelo debate final...).

Com imagem (video):
http://www.christian-faure.net/wp-video/SeminaireStiegler.19.03.08.mov



Por exemplo, cito:
"Um sistema que repousa no consumo,
repousa na sua própria destruição."

"A vida do espírito é uma guerra
contra a estupidez ["bêtise]."