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domingo, 26 de abril de 2009

Clube das Virgens






Novo blogue, aliás hoje noticiado no jornal Público:

http://clubedasvirgens.blogspot.com/







quinta-feira, 2 de abril de 2009

Informação de um amigo que soube que eu estou de partida para Paris



Transcrevo:

"Eu cheguei anteontem de Paris. Paris está em efervescência, como em Maio 68. As universidades estão em greve há 2 meses e meio, contra a privatização."



quinta-feira, 12 de março de 2009

Electri-cidade




O meu novo livro de poemas será publicado no primeiro semestre de 2009 pela Editora Colibri, de Lisboa, dirigida por Fernando Mão de Ferro.


Esta editora já em 2006 publicou, em colaboração com o IELT (Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da UNL)
o meu livro de ensaios/estudos de arqueologia
"Fragmentos, Memórias, Incisões.
Novos Contributos para Pensar a Arqueologia como um Domínio da Cultura"




sábado, 3 de janeiro de 2009

Poemas sobre o vinho no "Porosidade Etérea"...


Aqui:

http://porosidade-eterea.blogspot.com/
apesar de muito lamentavelmente o meu organismo não me permitir beber vinho, também lá contribuo com um copito, desejando a todos boa desgustação e talvez não uma piela, mas aquela actividade maravilhosa a que, quando era mais novo e bebia, eu chamava "bolear as arestas do real", pois melhor que ela só aquela em que todos pensamos.
Parabéns, Inês Ramos... e, salvo erro, os poemas eram para um livro, que sempre tem outro corpo, como se diz do vinho ou de algo que se gosta de lentamente desgustar... quando virá?...


sábado, 14 de junho de 2008

Mestrado e doutoramento em Arqueologia na FLUP - estão a decorrer os prazos para apresentação das candidaturas para 2008/2009

Ver:

https://sigarra.up.pt/flup/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=2022

e mais particularmente:

http://sigarra.up.pt/flup/candsweb_geral.informacao_relevante_cans_view?p_ps_codigo=24

e

http://sigarra.up.pt/flup/candsweb_geral.informacao_relevante_cans_view?p_ps_codigo=95

Fases de candidatura:

1ª FASE
Candidaturas: 2 de Junho a 15 de Julho de 2008
Selecção: 21 a 23 de Julho de 2008
Inscrições: 24 a 31 de Julho de 2008

2ª FASE (só em caso de não ocupação de todas as vagas)
Candidaturas: 1 a 12 de Setembro de 2008
Selecção: 15 a 17 de Setembro de 2008
Inscrições: 18 a 26 de Setembro de 2008


Contactos:
Serviço de Gestão Académica
Email: sga@letras.up.pt
Telefone:22 6077171

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Não perca hoje em Serralves



A conferência do Prof. Baird Callicott (Univ. do North Texas - Department of Philosophy and Religion Studies, EUA)



investigador que, segundo a Prof.ª Marina Lencastre (Univ. Católica, Porto, coordenadora do ciclo "A Ecologia" em que ela se insere),
é a maior referência mundial na filosofia ambiental.
__________
Sobre este autor ver por exemplo:
http://en.wikipedia.org/wiki/J._Baird_Callicott
http://www.phil.unt.edu/faculty/bios/vjbc.php
(fonte da foto aqui reproduzida)
_________

21,30 h. em Serralves.
Um dos sítios do país onde ir é também pensar, com satisfação.

____________________

Há outras sessões deste ciclo A ECOLOGIA nos dias 12 de Junho (Holmes Rolston, EUA) e 26 de Junho (Catherine Larrère, França).




quarta-feira, 4 de junho de 2008

pai agressor


"Pai é o principal agressor!

Mais de metade das crianças vítimas de agressão sexual no seio familiar são abusadas pelo progenitor ou padastro
2008-06-03

Pai e padrasto são os principais responsáveis pelos casos de agressões sexuais a menores ocorridas no seio familiar – esta é uma das principais conclusões de um estudo desenvolvido por Francisco Taveira, investigador da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), e coordenado por Teresa Magalhães, directora do Instituto de Medicina Legal da FMUP. De acordo com os dados recolhidos pelos autores na Delegação Norte do Instituto Nacional de Medicina Legal, entre 1997 e 2004, 45% das crianças abusadas no seio familiar foram vítimas do próprio pai e 6% do padrasto.
O estudo em causa teve como objectivo caracterizar o abuso sexual de crianças e jovens no contexto intra e extra-familiar, para perceber que diferenças existem entre os abusos decorridos dentro e fora do seio da família. Segundo os autores, uma melhor compreensão das características dos diferentes tipos de abuso permite melhorar a detecção dos casos e encaminhar, tratar e proteger das vítimas de forma mais adequada.

No período de tempo estudado, foram detectados 1.141 ocorrências relativas a exames de natureza sexual realizados a crianças e jovens entre os 0 e os 17 anos. 67% destes casos foram analisados pelos investigadores da FMUP, que concluíram que 34,9% das situações reportavam a abusos intra-familiares. As vítimas, com uma idade média de 11 anos, eram maioritariamente do sexo feminino (83,6%).

Os investigadores verificaram que, nos casos de abuso intra-familiar, a vítima é mais nova, os abusos são menos intrusivos mas as práticas são mais repetidas e muito difíceis de detectar e diagnosticar. As crianças agredidas por indivíduos exteriores à família sofrem abusos mais violentos, mas com menor frequência. Estes casos são detectados e travados mais precocemente. No entanto, os especialistas em Medicina Legal verificaram que, mesmo quando o abusador é exterior à família, em 65% dos casos é uma pessoa conhecida da criança abusada.

Os dados analisados pelos cientistas da FMUP permitiram ainda concluir que uma grande parte dos abusadores já tinha antecedentes de comportamentos sexuais desviantes e que a maioria das crianças (37%) foi abusada sob violência física. 21,2% sofreram ameaças verbais, que muitas vezes incluíram ameaças de morte.

Os investigadores lembram que é muito difícil detectar os casos de abuso sexual intra-familiar, dada a falta de visibilidade de situações suspeitas e o controlo da vítima pelo medo. Sobram, no entanto, as sequelas psicológicas. Embora as crianças possam não ter consciência de que são vítimas de abuso quando são muito pequenas (sobretudo se o abuso não é intrusivo nem acompanhado de violência), a partir dos 6 anos crescem os sentimentos de vergonha que, aliados à fragilidade inerente à idade, à condição de vítima e à perda de confiança (que é mais acentuada quando o agressor é intra-familiar) são causadoras de sérios problemas de foro psicológico. "

Fonte: Ciência Hoje
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=26425&op=all

massacre neolítico


"Batalla neolítica para capturar hembras (El Mundo)

ENTERRAMIENTO EN ALEMANIA
Masacre neolítica por un secuestro de mujeres
Paleontólogos británicos revelan que hubo una batalla por las féminas
Ocurrió hace más de 7.000 años entre tribus trashumantes


Enterramiento de huesos del Neolítico. (Foto: 'Antiquity' http://antiquity.ac.uk/ )

Actualizado martes 03/06/2008 11:24 (CET http://www.elmundo.es/imasd/explica/diferencias_horarias/#CET

ROSA M. TRISTÁN
MADRID.- Llegaron al asentamiento, secuestraron a casi todas las mujeres y sus varones perdieron la vida sin poder rescatarlas de los enemigos. Ocurrió hace más de 7.000 años, en pleno Neolítico, en los alrededores de lo que hoy es la ciudad alemana de Talheim, cerca de Leipzig.

Esta es la conclusión a la que han llegado un grupo de investigadores, dirigidos por Alexander Bentley, de la Universidad británica de Durham, que han analizado los restos dentales de un enterramiento de 34 individuos, utilizando medidas de isótopos de estroncio, carbono y oxígeno. Gracias a los datos obtenidos han podido obtener un retrato, bastante fiel, según sus palabras, de lo que ocurrió en aquella brutal masacre y las relaciones que había entre todos los muertos.

Los estudios realizados en los dientes, que pertenecen a 18 adultos y 16 niños, les han ayudado a determinar que los esqueletos corresponden a dos tribus y que algunos de sus miembros tenían rasgos hereditarios comunes. Todos ellos fueron asesinados salvajemente en el mismo ataque, algunos con fuertes golpes de hachas de piedra en la cabeza. Las víctimas fueron enterradas juntas en el mismo hoyo, a tres metros de profundidad en una tumba que se encontró en los años 80 del siglo XX.

En las primeras investigaciones todo parecía indicar que los muertos pertenecían a una homogénea y aislada población, pero no es así, como ahora publican en la revista especializada 'Antiquity'.

Bentley y sus colegas han averiguado que aquellos neolíticos, que vivieron hacia el 4.900 antes de Cristo, pertenecían a tres grupos diferentes. En uno de ellos, que era el de la tribu local, curiosamente sólo hay restos óseos de hombres y de niños de diferentes edades. Ello hace pensar a los investigadores que las hembras habían sido capturadas por los atacantes y llevadas vivas a otro lugar. Este secuestro habría sido la causa por la que se inició la cruenta batalla.

Los grupos de los atacantes los han dividido en dos y en ambos murieron tantos hombres como mujeres de edades distintas. Uno de ellos corresponde a toda una familia, compuesta por padre, madre, hija, hijo y abuela. El otro es de individuos que, por lo que se ha averiguado de su alimentación, se sabe que vivían en una zona alejada de la comunidad atacada.

«Todo parece indicar que apuntaron a esta comunidad concreta, como si fuera una venganza entre tribus rivales. Aunque la lucha por los recursos en Europa central era causa de enfrentamientos continuos, en este caso las pistas apuntan que aquí la razón del ataque fueron las mujeres locales, que fueron tratadas de forma diferente del resto y continuaron vivas», argumenta Bentley.

Los paleontólogos señalan que se sabe que ha habido peleas por las mujeres desde hace cientos de años, y aún las hay, pero en el registro arqueológico era muy difícil discernir si ésta era la causa de algunas batallas o habían influido otros factores. «Por primera vez tenemos una clara evidencia de que ellas fueron el botín buscado», señalan.

Las marcas que las hachas dejaron en la cabeza parecen señalar que las víctimas no pudieron defenderse o que intentaron huir del ataque, que les habría pillado por sorpresa.

Estas tribus eran trashumantes y viajaban con rebaños de ganado de un lugar a otro.

Saludos cordiales
Pedro Andrés Porras Arboledas
http://www.ucm.es/info/hisdere
http://www.ucm.es/info/byblos "

segundo a lista Archport

terça-feira, 3 de junho de 2008

ITCA 2008

DANIEL JONAS e
CASIMIRO DE BRITO
SÃO OS POETAS PORTUGUESES
CONVIDADOS
PARA


ITCA 2008
TRIENAL INTERNACIONAL
DE ARTE CONTEMPORÂNEA
na POLÓNIA

que tem lugar em várias cidades desse país,
como Varsóvia, Cracóvia e outras,
entre os dias 19 de Maio e 16 de Junho.

OUTROS POETAS CONVIDADOS:
Daiva Molyté-Kukauskiené, da Lituânia
Marzanha Kielar, da Polónia
Orsolya Karafiáth, da Hungria
Elena Karkarnauskaité, da Lituânia
Bernardine Evaristo, da Inglaterra
Jenny Tunedal, da Suécia
Matthias Goritz, da Alemanha
Jacec Dehnel, da Polónia
Titos Patrikios, da Grécia
Piotr Mitzner, da Polónia
Florin Iaru, da Roménia
Petr Borkovec, da Rep. Checa
Primoz Repar, da Eslovénia
Stanislava Chrobaková-Repar, da Eslováquia.

Apoios, entre outros, de entidades polacas, nacionais e outras estrangeiras,
entre elas o British Council e o Instituto Camões.

A ver mais informação em:
http://www.wierszewmetrze.eu/index.php?id=151
e em http://www.wierszewmetrze.eu/index.php?id=153
www.wierszewmetrze.eu

sexta-feira, 30 de maio de 2008

para que serviu? quem o fez? quando o fez? - as três principais perguntas a que o arqueólogo tinha de responder, segundo G. Childe (1ª metade séc. XX)

Stonehenge foi utilizado como cemitério

Esta descoberta é resultado da investigação arqueológica liderada pelo professor britânico Mike Parker Pearson
2008-05-29



Os novos testes de radiocarbono revelam que a jazida foi utilizada como cemitério desde o ano 3000 a.C.


A National Geographic Society apresentou hoje em Washington as conclusões de um estudo arqueológico sobre Stonehenge, liderado pelo professor de arqueologia da Universidade de Sheffield (Reino Unido) Mike Parker Pearson, que traz novos dados sobre a utilização da famosa construção circular de pedra e sobre os seus povoadores, e que inclui pela primeira vez o resultado das análises de datação por radiocarbono dos restos encontrados.

Os novos testes de radiocarbono revelam que a jazida foi utilizada como cemitério desde o ano 3000 a.C. e que assim continuou até muito depois da colocação dos enormes blocos de pedra que constituem o monumento, datado de 2500 a.C., aproximadamente. Até agora, os arqueólogos consideravam que só se haviam realizado enterramentos entre os anos 2700 e 2600 a.C., antes da construção do mesmo. No entanto, a investigação de Pearson oferece provas concludentes sobre o significado desta jazida e demonstra que foi utilizada como cemitério ao longo de mais de 500 anos.

“Agora, é claro para nós, que Stonehenge teve um carácter funerário em todas as suas etapas”, comenta Parker Pearson, que liderou, com a National Geographic, o chamado Stonehenge Riverside Archeological Project. “Stonehenge foi utilizado como cemitério desde a sua construção até ao seu abandono final, por volta de meados do terceiro milénio a.C.. Os restos de cremações da época em que Stonehenge foi construído são apenas parte do que foi encontrado e pertenceriam a este período tardio demonstrando que este local foi um sítio reservado aos mortos muito mais tempo do que aquele que julgávamos”, continua.

Analisados restos de cremações

Os restos de cremações mais antigos que foram analisados – uma pequena pilha de ossos e dentes – pertencem a escavações próximas de Stonehenge conhecidas pelo nome de Aubrey Holes e datam de 3030 a 2880 a.C. Para além destes, foram encontrados outros restos em valetas próximas: os de um homem adulto que teria sido incinerado e enterrado entre 2930 e 2870 a.C., e os mais recentes, procedentes de outra escavação situada a norte de Stonehenge, que correspondem a uma mulher de cerca de 25 anos de idade incinerada e enterrada entre 2570 e 2340 a.C., data em que se estima terem sido colocadas as primeiras grandes pedras do monumento.

No próximo domingo, dia 1 de Junho, às 20h00 horas, o National Geographic Channel estreará o documentário ‘Stonehenge Decifrado’, que incluirá imagens exclusivas das escavações e a crónica pormenorizada desta investigação arqueológica sobre o significado de um dos mais enigmáticos monumentos da história da humanidade.

A investigação de Parker Pearson sobre Stonehenge foi a primeira a realizar testes de radiocarbono aos restos encontrados nas imediações do famoso monumento circular. Anteriormente, em escavações de 1950, foram encontrados restos que ainda hoje permanecem por analisar no Museu de Salisbury, e entre 1920 e 1930 foram desenterrados outros 49 restos de cremações nas imediações de Stonehenge, que voltariam a ser enterrados por se considerar que careciam de valor científico. Os arqueólogos estimam que até 240 pessoas terão sido enterradas em Stonehenge, todas previamente incineradas.
Uma única família

Andrew Chamberlain, colega de Parker Pearson na Universidade de Sheffield e perito em demografia da antiguidade, é da opinião de que os restos encontrados correspondem a uma única família pertencente à elite da época e seus descendentes, naquilo que poderia constituir uma autêntica linha dinástica. Um dos indícios que Chamberlain aponta é o contraste entre o pequeno número de enterramentos das primeiras fases da jazida e o aumento considerável dos mesmos nos séculos seguintes, o que significaria um natural aumento da descendência.

Outro dos elementos que sustentam esta teoria é o carácter monumental da jazida. Nas palavras de Parker Parson “é muito difícil pensar que as pessoas comuns fossem enterradas em Stonehenge. Pelo contrário, tudo aponta para a existência de uma elite. Assim, os chefes de uma tribo do Neolítico não só seriam os responsáveis por erigir o monumento como teriam inclusivamente sido enterrados ali”.

A investigação arqueológica também se estendeu a escavações na jazida arqueológica próxima de Durrington Walls com resultados igualmente interessantes: o Cursus foi datado – uma valeta próxima que durante muito tempo desconcertou os peritos – e realizaram-se novas descobertas sobre a “Cuckoo Stone” e os monumentos de madeira situados a sul da jazida de Woodhenge.

Durrington Walls – uma jazida arqueológica situada a apenas 3 quilómetros de Stonehenge – foi um dos centros fundamentais de interesse deste projecto de investigação iniciado há oito anos. Segundo a teoria de Parker Parson, Durrington foi construído para albergar a vida destes homens do Neolítico em contraposição a um Stonehenge concebido como morada para os mortos.
A povoação dos construtores

No ano passado, os arqueólogos anunciaram a descoberta de uma povoação na qual julgam que os construtores de Stonhenge teriam vivido há cerca de 4.600 anos, agrupados em torno de um monumento de madeira que parecia uma réplica da mítica jazida de pedra. Desde 2007, a equipa de arqueólogos realizou escavações em quatro jazidas daquilo que poderiam ter sido quatro habitações destes povoadores, uma das quais especialmente bem conservada, que permitiram descobrir uma parede fabricada com uma mistura tradicional de fragmentos de greda e gesso, o mais antigo muro deste material encontrado na Grã Bretanha.

No interior destas habitações – que medem entre 4,8 e 5,2 metros –, foram encontrados objectos domésticos do Neolítico tais como ferramentas de sílex, um pequeno broche e marcas da existência de camas e até de uma zona de vestir. No centro das casas também foram localizados dois pequenos fossos escavados no chão que serviam para fazer lume. “O responsável pela confecção dos alimentos fazia-o ajoelhado neste lugar”, comentou Parker Pearson.

As investigações realizadas este ano levaram o professor a considerar que a povoação era constituída por 300 casas, naquilo que seria o maior assentamento da época no norte da Europa: “Pensamos que seria habitada por famílias, homens e mulheres com os seus filhos, e que todos eles terão participado na construção de Stonehenge”.

No entanto, o facto de não se terem encontrado restos de animais nascidos em Durrington Walls e sim provas determinantes de que se realizavam matanças de porcos a meio do Inverno parece permitir concluir que se tratava de um assentamento sazonal.

Por outro lado, novos testes de radiocarbono permitiram averiguar que o Grande Cursus de Stonehenge (uma franja alargada com cerca de 3 quilómetros de comprimento) foi escavado entre 3630 e 3375 a.C., isto é, cerca de mil anos antes da construção do monumento. Para o arqueólogo Julian Thomas, professor da Universidade de Manchester, as outras duas valetas paralelas fazem pensar que se tratava de um espaço de carácter sagrado para os homens que o habitaram, cujo significado exacto ainda não é conhecido.
Cuckoo Stone

Situada no mesmo eixo do Cursus, a pedra conhecida como “Cuckoo Stone” foi outra das grandes revelações do ano. A equipa de arqueólogos liderada pelo professor Colin Richards da Universidade de Manchester concluiu que o achatado bloco de arenito provém deste mesmo lugar, ao contrário do resto das pedras de Stonehenge. Para o professor Richard, durante o Neolítico estas pedras eram colocadas na vertical ao lado de determinados objectos. O professor Parker Pearson acrescenta: “Já vimos isto em muitas outras ocasiões e a pedra que era utilizada para escavar era deliberadamente enterrada como parte de um ritual.”.

Uma outra equipa de arqueólogos liderada pelo professor Joshua Pollard da Universidade de Bristol descobriu na jazida de Woodenhenge duas zonas ovaladas e cercadas que encerram duas estruturas monumentais de madeira ancoradas no solo por quatro enormes postes. Pollard está convencido de que “não se trata de construções destinadas ao uso doméstico. Ainda não sabemos com segurança qual era o seu exacto significado mas é provável que servissem de plataforma na qual se depositavam os corpos para a sua decomposição”.

Para Parker Pearson, a conclusão da investigação demonstra que “os homens do Neolítico que habitaram Stonehenge pertenciam a uma sociedade muito mais sofisticada do que pensávamos”.

“The Stonhenge Riverside Project” é um projecto financiado pela National Geographic Society, em colaboração com o Britain’s Arts & Humanities Research Council e com o apoio do English Heritage. Entre os directores do projecto encontram-se os professores Mike Parker Pearson (Universidade de Sheffield), Julian Thomas (Universidade de Manchester), Joshua Pollard (Universidade de Bristol), Colin Richards (Universidade de Manchester), Chris Tilley (Universidade de Londres) e Kate Welhalm (Universidade de Bournemouth).



Fonte:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=26384

Sobre Childe ver por exemplo:
http://en.wikipedia.org/wiki/Vere_Gordon_Childe

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Museu da Ciência - bolsa de investigação


(Clique nas imagens para aumentar)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Parabéns!

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra foi o vencedor do Prémio
Micheletti 2008, que distingue o melhor e mais inovador museu em
ciência, técnica e indústria.
A sua atribuição constitui para nós uma grande honra e satisfação e uma
enorme responsabilidade.

A atribuição do Prémio Micheletti ao Museu da Ciência significa o
reconhecimento do trabalho realizado na Universidade de Coimbra para
criar um museu de ciência moderno, inovador, mas baseado nas suas
notáveis colecções e património edificado, representativo do importante
desenvolvimento científico dos últimos três séculos.

Este é, pois, um momento de satisfação e de responsabilidade para o
trabalho futuro.

O Director
Paulo Gama Mota

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Prof. Julian Thomas já no Porto





Julian Thomas e Ana Vale, hoje ao jantar




Não se esqueça
Amanhã terça dia 13 às 15,30h conferência sobre STONEHENGE
Quarta dia 14 às 15,30 h. - SEMINÁRIO - venha e pergunte, exponha e debata
Prof. Julian Thomas no Porto!

Anfiteatro Nobre
Entrada livre

Projecto GRICES - MCTES





sexta-feira, 9 de maio de 2008

faça-se luz

no Museu da Luz.
(Clique na imagem para ampliar)

Seminário

Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa

SEMINÁRIO DE ESTUDOS PÓS-GRADUADOS

2007/2008

SA
Seminário de Antropologia
https://www.ics.ul.pt/rd/event/allEvents.do?themeId=5

Sexta-Feira, 16 de Maio de 2008

15h

Sala Polivalente

Família, reprodução e ethos religioso:
subjetivismo e naturalismo como valores estruturantes



Luiz Fernando Dias Duarte
Museu Nacional
Universidade Federal do Rio de Janeiro



Av. Prof. Aníbal de Bettencourt, nº 9 - 1600 - 189 Lisboa
Tel: (351) 21 7804700
URL:
http://www.ics.ul.pt

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Museu do Oriente

É inaugurado hoje pela Fundação Oriente, Lisboa.
Ver:
http://www.foriente.pt/195/o-museu.htm

Os próximos 3 dias - 9,10 e 11 - serão de festa, com um programa altamente aliciante...


Ler (se não abrir, copiar e colar este endereço):
http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=
stories&op=view&fokey=
ex.stories/314313



Profa Susan Pearce na UP

Divulgação Conferência Museologia


Conferência

"Collecting the New", por Susan Pearce

A 12 de Maio, 18h, Salão Nobre da Reitoria da U.Porto

No âmbito da visita da Professora Susan Pearce à U.Porto, convida-se toda a comunidade académica e público em geral a assistir à conferência "Collecting the New" que esta reconhecida investigadora da Universidade de Leicester proferirá no dia 12 de Maio de 2008, às 18.00h no Salão Nobre da Reitoria.

Abstract.
The kind of collecting often called 'extreme' is a subject now much on the minds of museum workers. Extreme collecting includes much old material collected outside Europe in a range of intellectual regimes, war material, and 'difficult' art. I wish to concentrate on the aspect of it which focuses on collections, like those of egg cups or football programmes which are of great importance to individuals, but have little or no 'value' in traditional terms.

What questions does this ask? How should this be curated and displayed?




Entrada livre sujeita a marcação prévia
Contactos: Ana Martins anamartins@reit.up.pt
Telef: 220408193

Fonte: lista archport

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Conversas sem Matéria

http://priv-cfcul.fc.ul.pt/palestras/conversas_sem_materia.htm


8 de Maio, às 21.30h, na Livraria Fábrica Braço de Prata.

Tema:

"O Espaço e o Tempo como problemas filosóficos" por Nuno Nabais



Eslovénia-Península Ibérica

(Clique na imagem para ampliar)