terça-feira, 25 de setembro de 2007

Niède Guidon hoje na UTAD

O Mestrado de Arqueologia Pré-histórica e Arte Rupestre ERASMUS-
MUNDUS (UTAD-IPT), por ocasião do inicio do ano lectivo de 2007-2008,
tem o prazer de o convidar para a palestra
proferida pela Prof. Dra Niède Guidon
intitulada
“SERRA DA CAPIVARA, Parque Nacional, Piauì,
Brasil”,
Terça-feira, 25 de Setembro pelas 18h, no anfiteatro 1
Geociências. UTAD.


Pelo Coordenador Prof Dr. Luiz Oosterbeek
Prof. Dr. João Baptista e Dra. Mila Simões de Abreu

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A Prof. Niède Guidon nasceu no Estado de S. Paulo, licenciou-se em
História Natural e fez o Doutoramento em Pré-história na Université
de Paris I - Panthéon-Sorbonne. Nos anos oitenta deu aulas na École
des Hautes Études en Sciences Sociales em Paris. Em 1986 criou a
Fundação Museu do Homem Americano, cuja finalidade é proteger e
preservar o Parque Nacional Serra da Capivara. Considerada a maior
arqueóloga brasileira é também um ponto de referência pelo trabalho
social que tem desenvolvido na área de São Raimundo Nonato, no Piauì.
Publicou mais de 80 artigos científicos e recebeu numerosos prémios e
condecorações incluindo: Prémio Ford da Conservação, Prémio Ciência
“Faz a Diferença” – O Globo; Prémio Príncipe Claus – Holanda; Oficial
da Ordem do Mérito Educativo, MEC – Brasil, Cavaleiro da Ordem
Nacional do Mérito, Governo Francês, Ordem do Mérito, Ministério da
Cultura, Ordem do Mérito Científico – Grã Cruz – Brasil.
Em 2005 foi nomeada para o Prémio Nobel.

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Ver por exemplo sobre esta autora:
http://en.wikipedia.org/wiki/Niède_Guidon


André Gorz est mort


Du Nouvel Observateur on line:
http://tempsreel.nouvelobs.com/actualites/culture/20070924.OBS6303/
andre_gorz_est_mort.html?idfx=RSS_notrnouvelobs.com

je me permets de transcrire (y inclus la photo ci-jointe):

"André Gorz est mort
NOUVELOBS.COM | 24.09.2007 | 18:45

Le philosophe co-fondateur du Nouvel Observateur s'est suicidé avec sa femme. Il avait 84 ans.

André Gorz

André Gorz (JP Rey)
Le philosophe André Gorz âgé de 84 ans, s'est suicidé avec sa femme à son domicile de Vosnon (Aube), a-t-on appris lundi 24 septembre auprès de ses proches. Il a fait partie, en 1964, sous le pseudonyme de Michel Bosquet, et avec, notamment, Jean Daniel, des fondateurs du Nouvel Observateur .
Né à Vienne en février 1923, sous le nom de Gerard Horst, André Gorz est considéré comme un penseur de l'écologie politique et de l'anticapitalisme. Il est l'auteur, entre autres, d' "Ecologie et politique" et d' "Ecologie et liberté". Il avait pris sa retraite en 1983 dans une maison à Vosnon, à 35 kilomètres de Troyes avec son épouse, atteinte d'une maladie évolutive depuis plusieurs années.
Une amie a constaté le drame lundi matin. Sur la porte de la maison, des messages indiquaient qu'il fallait "prévenir la gendarmerie". André Gorz et sa femme reposaient côte à côte.

Ode à Dorine

Des lettres étaient adressées à des proches. Quelques jours avant son suicide, André Gorz aurait fait part à une amie de sa douleur devant l'aggravation de l'état de santé de son épouse.
Dans le village, le couple était considéré comme des "gens simples et accueillants".
Dans un livre paru l'an dernier, "Lettre à D. Histoire d'un amour", André Gorz avait écrit une ode à Dorine: "Tu viens juste d'avoir quatre-vingt-deux ans". "Tu es toujours belle, gracieuse et désirable. Cela fait cinquante-huit ans que nous vivons ensemble et je t'aime plus que jamais. Récemment je suis retombé amoureux de toi une nouvelle fois et je porte de nouveau en moi un vide débordant que ne comble que ton corps serré contre le mien".
"Cette présence", ajoutait-il, "fut décisive dans la construction d'une oeuvre dont la visibilité ne porte qu'un nom alors qu'elle fut celle d'un couple, le fruit d'un long dialogue".

Je remercie mon amie Daniela Kato de m' avoir signalé cette triste nouvelle.

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De Wikipedia:
http://en.wikipedia.org/wiki/André_Gorz


André Gorz (February 1923 – September 24, 2007), born as Gerhard Hirsch and also known by his pen name Michel Bosquet was an Austrian and French social philosopher.
Born in Vienna, Gorz was the son of a Jewish wood salesman and a Catholic mother. In 1939 his mother sent him to a Catholic institution in Lausanne, where he graduated in chemical engineering in 1945.
In 1949 Gorz moved to Paris where he wrote under the Bosquet pseudonym. He was influenced by existentialism and was close to Jean-Paul Sartre, contributing to the journals Les Temps Modernes (Paris) and Technologie und Politik (Reinbek). He was also one of the founders of Le Nouvel Observateur.
Gorz also was a main theorist in the New Left movement, inspired by the young Marx, discussions of humanism and Alienation and the liberation of mankind, seeking a third way between communism and reform capitalism like his mentor, Sartre.
Gorz was also influenced by the Frankfurt School. He called himself a "revolutionary-reformist", a democratic socialist who wanted to see system-changing reforms.
In the 1960s, Gorz was a theorist of workers' self-management. Later, he was also concerned with political ecology. His central theme was work: liberation from work, just distribution of work, alienated work, etc. He was also one of the advocates of a Guaranteed basic income.
Gorz committed suicide with his wife in his home in Vosnon (Aube) and was found dead on the 24th of September 2007.

Books

Socialism and Revolution (first published in France in 1967)
Ecology As Politics (South End Press, 1979)
The Traitor (1980)
Farewell to the Working Class (1980)
Paths to Paradise (1985)
Critique of Economic Reason (1989)
Capitalism, Socialism, Ecology (1994)
Reclaiming Work: Beyond the Wage-Based Society (1999)
L'immatériel - Connaissance, valeur et capital (Galilée, 2003, in French)

Com a devida vénia...


Foto: João Miguel Rodrigues


... permito-me transcrever de O CORREIO DA MANHÃ on line (incluindo a foto acima):
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?
id=258954&idselect=13&idCanal=13&p=200

"
‘A Corte do Norte’
Ana e as mulheres

João Miguel Rodrigues

Ana Moreira queria um papel de ‘femme fatale’ – disse-o ao Correio Êxito há uma semana – e agora, em ‘A Corte do Norte, vai tê-lo. Melhor dizendo, vai tê-los. A actriz é a protagonista do novo filme de João Botelho e vai interpretar cinco papéis, em distintas épocas, desde 1850 a 1960.

“Estou muito contente com este desafio. É a primeira vez que tenho esta multiplicidade de papéis”, admitiu ao CM Ana Moreira, satisfeita pela mudança de estilo, ela que é habitualmente rotulada de ‘actriz dramática’.

No filme, a actriz vai vestir a pele de cinco mulheres “muito fortes e que causam sempre grande impressão aos homens”. Uma delas, Sissi da Áustria, dá o mote à ficção que junta ‘Rosalina’ à imperatriz, não só numa amizade ímpar como até em semelhanças físicas inacreditáveis. As restantes mulheres deste clã descendem de ‘Rosalina’, a mulher que origina um mistério fatal na ilha da Madeira, a desvendar ao longo das gerações vindouras.

A longa-metragem, produzida pela Filmes de Fundo, parte da obra homónima de Agustina Bessa-Luís e faz renascer um sonho antigo de José Álvaro Morais [falecido há três anos] e António da Cunha Telles (produtor).

“O filme acabou por não ser feito, como suposto, e agora o meu pai [António da Cunha Telles] quis recuperá-lo”, explica a produtora, Pandora da Cunha Telles. João Botelho confirma: “O Zé Álvaro, de quem eu era muito amigo, tinha o filme todo na cabeça, e agora fiz a reformulação completa do guião mas manterá o espírito... O filme, obviamente, é dedicado a ele.”

Entre Lisboa, Sintra e o Norte será recriado um ambiente insular, misterioso, onde decorrerá esta sucessão de amores: uns trágicos, outros proibidos e até incestuosos. Décors alternativos à própria Madeira – cenário da obra de Agustina – depois da recusa de apoio por parte do Governo Regional da Madeira, como explicou Pandora.

No final, com um orçamento de 1,2 milhões de euros, espera-se que a ‘A Corte do Norte’ seja mais um filme para reforçar o espírito vigente da indústria em Portugal. “O público está a reconciliar-se, cada vez mais, com o cinema português, quer a nível nacional, quer internacional”, frisa a produtora. Também por isso, ‘A Corte do Norte’ – que começa a rodar a 5 de Novembro – tem estreia prevista para o Festival de Veneza de 2008.

AMORES FORTES E INCESTUOSOS

Marcello Urgeghe, Ricardo Aibéo e Rogério Samora vão viver relações intensas com a protagonista. Ana será, à vez, ‘Sissi’, ‘Rosalina’, ‘Emília de Sousa’, ‘Águeda’ e ‘Rosamunde’, estas últimas descendentes de ‘Rosalina’, em torno da qual gira um grande mistério. “Talvez o par mais forte seja com o Marcello, por ser um amor incestuoso”, resume Pandora da Cunha Telles, produtora.

Ana confirma: “É um desejo imenso que não se consegue realizar”, diz sobre os dois irmãos da trama. Ao longo de seis semanas, e várias gerações, outros actores integrarão o elenco. António Pedro Cerdeira é um dos nomes confirmados.

PERFIL

Aos 24 anos, Ana Moreira é a protagonista de ‘O Capacete Dourado’, filme de Jorge Cramez que tem reunido o consenso da crítica. Ao longo de uma carreira (já premiada) que começou com ‘Os Mutantes’ (1998), de Teresa Villaverde, é constantemente classificada como actriz de grande carga dramática, sendo considerada um dos mais promissores talentos da sua geração.

Sofia Canelas de Castro"

(quase) sem título

Foto: Natasha Gudermane (reprod. aut.)
Fonte: http://photo.net/photos/gudermane



tudo é mais majestoso e belo
quando os primeiros sinais,
quase indistintos,
do seu fim
se anunciam.

a roupagem dourada da tarde
descendo sobre os panos de vegetação,
em altura;
as sombras escorregando
para fora dos objectos
a que cada uma pertence.

a desmedida lenta
que caracteriza os pulmões do fim,
quando este ainda está no seu
invisível começo;

e eles se enchem de ar,
medindo forças
entre o corpo e a atmosfera,
o passado e o futuro.

voj copyright 2007


segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Inconsolável



Hoje, quando estava para sair de casa e ir dar aulas, telefonaram-me para o telefone fixo (= 4 "apitos" em diferentes sítios da casa). Isso tem o condão de me enervar, é muito stress já acumulado !!
Mal por mal, prefiro o telemóvel, que ao menos dá música.
Na atrapalhação, deixei cair ao chão da casa de banho um frasquinho de essência que tinha trazido da Tunísia e que me relembrava aquele ambiente de que tanto gostei. Tinha-o comprado em El Jem. Ficou feito em mil vidrinhos, a essência totalmente derramada, e ainda por cima fui dar aulas com nódoas nas calças!
Algumas tentativas que já fiz de encontrar substância e odor análogos resultaram, claro, infrutíferas.
Se alguém souber de alguma lojinha etno onde isto se venda, muito agradeço que me ajude a sarar esta pequena/grande ferida narcísica.
Já vêem como estamos dependentes de tão diminutas coisas? Esse frasquinho, aquele cheiro, era um pouco o símbolo concentrado de um Mediterrâneo de onde mais uma vez tive de me despedir.
Conclusão: como não sou de me deixar cair na fossa facilmente, de imediato fiz incursão em agência após as aulas, e já comecei a preparar, devidamente documentado, a viagem ao Sul de Marrocos para Agosto de 2008, se Deus me der vida e saúde, como diz o povo.
Quero as essências do Sara, a essência em si.
E, como dizia um amigo, uma pessoa aos cinquenta não tem projectos, tem acções. No more time to loose. E eu terei sessenta em 2008, estou na fase hedonista de que falava o saudoso Carlos Alberto, citando o Barthes (lição no Colégio de França), salvo erro.