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quarta-feira, 13 de julho de 2011

LER DEVAGAR E TERRAFIRME: CURSO DE PENSAMENTO CRÍTICO




A TerraFirme tem o prazer de anunciar que está a promover o curso "Pensamento Crítico Contemporâneo: alguns representantes", que será ministrado pelo Professor Doutor Vítor Oliveira Jorge (actualmente aposentado da docência na Faculdade de Letras da Universidade do Porto).

O mesmo irá realizar-se entre 21 de Outubro e 9 de Dezembro de 2011, na Livraria LerDevagar, localizada na LxFactory, Lisboa.

O curso será composto por 8 sessões, todas as Sextas-feiras entre as datas referenciadas e serão abordados os seguintes autores:

1.1. | Psicanálise: Jacques Lacan |

1.2. | Pós-estruturalismo: Michel Foucault |

1.3. | Pós-estruturalismo: Jacques Derrida |

1.4. | Feminismo: Judith Butler |

1.5. | Pós-marxismo: Giorgio Agamben |

1.6. | Lacan com Hegel: Slavoj Zizek |

1.7. | Pós-modernidade: Jean Baudrillard |

1.8. | Pós-modernidade: Jean-François Lyotard |

Poderão optar pela participação na totalidade das 8 sessões, obtendo um desconto acentuado relativamente à outra modalidade, ou seja, a participação em sessões avulso.

Apraz-nos referir que a Livraria LerDevagar, localizada na LxFactory, Lisboa é um espaço de eleição no que respeita à cultura, conhecimento e variedade no que respeita aos autores e respectivas obras, sendo igualmente um novo parceiro da TerraFirme.

Deixamos aqui, desde já, a morada das instalações:

Rua Rodrigues Faria, 103 (ao Largo do Calvário)

1500 – 501 Lisboa

www.lerdevagar.com

Podem então aceder a mais informação e efectuar as respectivas inscrições, através do seguinte link:

http://www.terrafirme.com.pt/educacao-patrimonial/formacoes/reflexoes/pensamento-critico-contemporaneo/

Os nossos melhores cumprimentos,

--

TerraFirme - Educação e Gestão Patrimonial

http://www.terrafirme.com.pt

terrafirmepatrimonio@gmail.com

terra_firme@iol.pt

Curso de Pensamento Crítico Contemporâneo em Lisboa


Será aqui:
LER DEVAGAR (LXFactory)

RUA RODRIGUES FARIA, N.º 103 - ED. G - ESPAÇO 0.3 Lisboa
BUS: 56, 60, 714, 720, 727, 732, 738, 751 | 15E, 18E | 201, 203
HORÁRIO | TERÇA - QUINTA - 12H-24H | SEXTA - SÁBADO - 12H-2H | DOMINGO - 15H-22H


Ver no cartaz as sessões e o seu horário.
Divulgue! Inscreva-se!

terça-feira, 12 de julho de 2011

googlo-te



Fui parar a uma cidade onde uma mulher de uma vez me disse:
“quero sugar-te o conteúdo.”
- Todo?
“Todo, quero-o em gelado de morango com pedacinhos de alma.”
- E é assim para já ou dás-me uns dias de preparação?


Estava sentado a uma mesa de esplanada e o mar brilhou para mim e disse:
“hás-de um dia vir aqui parar.”
- E quando será isso, tens ideia?
Silêncio. Aquela imagem imagem azul, resplandescente.


Ia à janela de um avião a ver as nuvens lá em baixo sobre os cumes e encontrei-me com a cabeça de fora e alguém disse:
- há uma sombra de um passageiro que abandonou a viagem.
É preciso prevenir a família. E cá em baixo a família toda sorridente acolheu-me sobre o telhado e ouvi dizer:
“Bem-vindo finalmente a casa, meu filho.”

Entrei no meu quarto de solteiro e estava lá uma antiga namorada que me abriu os grandes lábios.
“Esqueceste-te de me lamber as arestas da alma”
- E passados este anos todos?
“Há coisas intemporais, ardo no teu fogo ainda.”

Descia uma “rambla” interminável e nunca mais encontrava o mar. Os passeios estavam cheios de feitios que começaram a dançar e isso atraiu-me a atenção.
Quero apenas um hamburger.
“Tenho melhor proposta”, disse uma mulher por detrás de mim.

Pensei que percebi por que é que a morte se conjuga no feminino e um homem tem de gastar tanto tempo à procura, neste mundo que alguns dizem que ficou louco, mas que é capaz de ter sido criado assim mesmo.

- Ok, começa então por baixo. Vamos fazer isso junto ao mar, como cães, fotografados em contra-luz.
“Certo, meu, vais ver que nunca mais passarás um momento assim.”
- Mas comemos primeiro um hamburger cada um, gosto disto tudo lambuzado e de levar os cinco dedos à boca.

És um poeta, ouvi alguém dizer. Ainda bem que chegaste. Vou ter saudades tuas. O mais certo é terminarmos na cama. Nunca leste esse livro? Não me digas que nunca foste a um restaurante paquistanês. Ainda não percebeste quem eu sou? Vês o brilho do mar? Vês as montanhas, como as nuvens lhes coçam os picos? Vá, não pares. A coisa assim está cada vez melhor agora cada dia como nunca como dantes. Parto amanhã muito cedo. Eu linko-te. Eu googlo-te. Deste-me do melhor que jamais tinha experimentado. Quem não arrisca não petisca. Trinca-me como a um hamburguer, lambuza tudo, suja o já escrito, o já dito, o já silenciado, suja tudo o já feito. Todo o reverso do feito e do não-feito. O próprio interior do nada virado do avesso. Vamos fazê-lo de novo como dois cães contra-luz.

- Ainda bem que decidi fazer esta viagem. Volta sempre. Sim, é meu, trago sempre entre os bolsos para as ocasiões! És uma gaja porreira. Fecha os estores, que isto agora vai ser a valer. Toma a minha alma, hoje tem sabor a morango.


voj porto julho 2011